Capo estava em seu escritório, absorto nos documentos à sua frente. A ponta de um cigarro queimava no cinzeiro ao lado, enquanto ele assinava rapidamente o que parecia ser contratos ou ordens importantes. José, seu braço direito, estava ao lado, esperando pacientemente por novas instruções. O ambiente pesado refletia o humor do momento. Sem desviar os olhos dos papéis, Capo perguntou em um tom casual, mas controlado: — Como está nosso “hóspede”? José sabia que Capo se referia a Guto, o irmão de Reina, que estava preso por ordem do chefe. Ele hesitou um segundo antes de responder, percebendo que a pergunta carregava mais do que simples curiosidade. — Está bem, senhor. Estou tratando ele como o senhor mandou. Alimentado, sem chance de escapar. Capo levantou o olhar devagar, encontrando

