Capo moveu-se silenciosamente pelo quarto, a luz suave do luar iluminando o rosto adormecido de Paola. Ele observou por alguns segundos, lembrando-se de tudo que ela havia feito, todas as mentiras e traições. A mulher que um dia ele amara agora era sua maior ameaça. Sem fazer barulho, ele trancou a porta atrás de si. Paola despertou com a sensação de uma presença e arregalou os olhos ao vê-lo ali, de pé ao lado de sua cama. Antes que pudesse gritar, Capo levou um dedo aos lábios, pedindo silêncio. Seu olhar era frio, sem o mínimo resquício de nostalgia. — Não esperava que eu viesse pessoalmente, não é? — sussurrou, com uma calma que fazia suas palavras parecerem ainda mais ameaçadoras. Paola respirou fundo, tentando controlar o medo que crescia. Sabia que seus guardas estavam lá fora, m

