Capo entendia perfeitamente a obsessão de Roberto por Reina. Havia algo na jovem que despertava curiosidade e desejo, especialmente em homens como ele e seus aliados. A inocência dela, sua fragilidade aparente, e o fato de ser cega apenas intensificavam essa aura que a tornava irresistível. Ele sabia que essa combinação a tornava diferente de todas as outras, como um mistério que implorava para ser desvendado. Agora, porém, Capo se via em um dilema. O que inicialmente poderia ter sido apenas um negócio lucrativo, transformou-se em algo muito mais pessoal. Ele sabia que Roberto estava certo em parte — Reina exercia um poder sobre eles, um poder que ele agora estava determinado a explorar por si mesmo. Mas diferentemente de Roberto, ele não estava com pressa. Não queria forçá-la. Não queria

