Ficaram ali, sentados no chão do quarto, se olhando em silêncio. Judas não fazia ideia do que fazer, do que dizer. Mas Caryta deslizou para o colo dele, devagar, mesmo com medo. — A mãe do Guido disse às crianças que não podem sentar no colo de adultos. Principalmente de adultos estranhos... que colo é só de quem a gente confia. Às vezes eu me sinto uma criança no seu colo, porque você é muito grande, mas você sempre foi um adulto de confiança pra mim. Judas respirou fundo, o olhar perdido no dela. — Acho que você tá depositando confiança demais em mim, Caryta, sem saber direito... Eu sou um homem. Você tem noção disso? Tem mesmo? — Tenho... mas... Ela olhou para os lábios dele e continuou: — Eu quero beijar você Judas, não quero beijar mais ninguém. Albucacys tem amigos, mas... —

