Ponto de vista de Teresa Respiro fundo — e o ar parece mais denso, mais presente, como se cada molécula carregasse um significado oculto. Meu peito se expande com uma calma que não é ausência de medo, mas a presença plena de algo novo: confiança. Sinto o sangue correr sob a pele com ritmo firme, quase ritmado ao da Kira. Como se nossos corações ecoassem no mesmo compasso, batendo em uníssono. Não sou apenas espectadora das lembranças dela — parte de mim é o que ela foi. O que ela é. E isso me transforma. Meu olhar se volta novamente para Jair. Há algo nos olhos dele que me desnuda. Não no sentido comum — mas como alguém que vê além, que reconhece a mudança. A mesma mudança que ele já viveu, talvez de forma diferente, mas não menos intensa. A conexão entre nós é sutil, mas poderosa. Nã

