Capítulo 03

2325 Words
Joshua saiu rindo até sua sala. Estava um tanto curioso em conhecer a esposa de Noah, nunca tivera muito contato com ela, sabia que era designer de joias e que trabalhava e passava a maior parte do tempo na Espanha. Deu de ombros e voltou pra sua sala. ¨¨¨¨ No dia seguinte Noah estava no aeroporto esperando Any aparecer, não demorou e a viu saindo pelo portão do desembarque, acompanhada de Joalin e Krystian. Sorriu com os olhos brilhando, Any conseguia fazê-lo sorrir apenas em vê-la. E estava mais bonita do que a última vez que ele a viu. — Meu amor! — ela foi até ele e o abraçou. — Como você está? — deu um selinho nele. — Estou bem cheri. — ele lhe deu outro abraço forte. — Estava morrendo de saudades de você. Está linda! — a olhando de cima abaixo. — Eu também estava. — ela sorriu. — E você também está lindo. — piscou. — Olha só quem eu trouxe. — apontando Joalin e Krystian. Noah os encarou e riu. — E ai minha gente? — Noah sorriu cumprimentando eles, dando um abraço em cada um. — Quanto tempo hein? — Verdade Noah. — Joalin concordou sorrindo. — E ai meu velho? — Krystian bateu nas costas dele de leve. Noah riu. — Beleza? — Mais ou menos... — deu meio sorriso. — Vamos? — Como está seu pai meu querido? — Any perguntou, enquanto caminhavam. — Na mesma petit. — ele pegou a mala dela e a de Joalin. — Está muito m*l de saúde. — suspirou com tristeza. — Eu acho que agora não tem mais jeito. — Não pense assim, meu amor. — ela disse entrelaçando o braço com o dele. — Vai dar tudo certo, é só pensar positivo. — Eu sei meu bem. — disse ele olhando no relógio. — Bem, já vai dar meio-dia, o que acham de irmos almoçar? — Nossa eu acho uma ótima ideia, estou morrendo de saudades da comida americana. — Krystian disse todo animado. — Concordo! — Joalin riu. — Tem alguma sugestão? — Any perguntou. — Claro, podemos ir naquele que a gente adora. — ele disse, dando um selinho nela. — Por mim tudo ótimo. — sorriu. Os três caminharam em direção ao carro dele, que estava parado no meio-fio e seguiram até o restaurante.  Ao chegarem lá pediram uma mesa e logo se sentaram. — Mas e então, me contem, como estão as coisas lá pela Espanha? — Noah perguntou interessado enquanto observava o cardápio. — Tudo perfeitamente bem meu amor. — Any sorriu. — Acabamos de entregar uma encomenda para a Victória Secrets. — Any piscou. — Nossa. — ele assoviou com um sorriso. — Estão mandando muito bem. — sorriu dando um selinho nela. — Eu sou demais amado. — Any se gabou. — Essa aí se acha. — Joalin gargalhou. O garçom chegou e todos fizeram seus pedidos, pouco antes de meia hora já estava tudo servido. — E então chéri, como estão as festas? — Any perguntou tomando um gole do seu vinho. — Mais ou menos, ontem fui a um barzinho com Hina e os meninos. — ele sorriu de canto. — Mas você sabe que eu não sou muito de sair. — ele suspirou dando uma garfada em seu peixe. — Por que não cara? — Krystian perguntou e Noah deu de ombros, como se dissesse que não sabia. — Se eu fosse assim bonitão, todo pimpão como você, eu seria o dobro do que eu sou. — suspirou. Todos gargalharam. — O Noah não é igual você e o resto Krystian. — Any acariciou na nuca do marido. — Ele é especial. — deu um beijo no rosto dele. Noah sorriu, Any sem dúvidas era uma ótima companhia, uma ótima amiga e uma boa esposa, o que ele mais podia querer? Só tinha medo que ela um dia se cansasse dele, mas apesar disso ele estava preparado para o que fosse. Ele só queria a felicidade dela. — Obrigado pela parte que me toca. — Krystian rolou os olhou, com bico ofendido. — E não se finja de ofendido que eu sei que você não ficou. — Any gargalhou, sendo acompanhada por Joalin. — Tudo bem, eu não fiquei. — ele riu bebendo um sorvo de sua bebida. — Mas o que tem o Noah de caseiro, tem a Any de fanfarrona. — piscou. — Ah essa aqui é uma fanfarrona de primeira. — Noah sorriu acariciando os cabelos de Any, que deitou em seu ombro. — Saíram ontem? — Saímos, fomos pra uma baladinha em Ibiza. — ela disse olhando as unhas. — Foi um máximo. — disse encarando os amigos maliciosamente. — Eu imagino. — ele disse e em seguida encarou Joalin e Krystian. — Vocês vão ficar lá em casa não é? — Nem rola Noah. — Joalin sorriu. — Eu tenho o meu apartamento e o Krystian tem o dele. — Ah é verdade. — ele pôs a mão no rosto. — É que vocês vêm tão pouco a Los Angeles que às vezes eu me confundo. — Mas nós aceitamos uma caroninha. — Krystian piscou e Noah riu. — Claro que sim parceiro. Os três terminaram de almoçar e Noah os levou até suas casas, em seguida seguiu com Any até em casa, pois a esposa queria tomar um banho e descansar um pouco antes de irem visitar o pai de Noah no hospital. ¨¨¨¨ Logo mais à noite. Os dois chegam ao hospital e encontram com a mãe e a tia de Noah. — Any querida. — Wendy disse levantando-se. — Oi tia... — Any sorriu. — Como a senhora está, hein? — dando um abraço nela. — Oh minha filha... — disse aos prantos. — Estou tão preocupada com o Marco. — Não fique assim tia. O tio Marco vai melhorar não se preocupe, a senhora sabe que ele é um homem forte. — apertou a mão dela, enquanto a ajudava a sentar-se. — Eu sei querida. — ela tentou sorrir. — Como vai dona Marion? — ela perguntou, enquanto a senhora se levantava. — Bem querida e você? — ela deu dois beijinhos na cacheada. — Estou bem tia, muito trabalho, mas nós aprendemos a dividir o tempo. — E seus pais? — Mamãe já me ligou hoje, dizendo que iriam jantar conosco essa noite, o ritmo de trabalho na clínica é terrível e eu entendo bem. — deu meio sorriso. Any não se dava muito bem com os pais, pois eles sempre quiseram que ela seguisse a carreira de medicina como eles e ela seguiu um rumo totalmente oposto. Hoje em dia eles não são mais tão amáveis com ela como antes, mas mesmo assim vivem em paz. — Adoraríamos que a senhora aparecesse por lá também, para se distrair um pouquinho não é? — apertando a mão da sogra. — É mãe, é uma ótima ideia, ficar aqui não vai fazer nada bem a senhora. — Noah disse. — Talvez. — Wendy deu meio sorriso. — A senhora também dona Marion, vai ser muito bem vinda. — Ah obrigada minha filha, mas não sei se vou poder ir. — Ora faça um esforço. — Any piscou. — Ele está podendo receber visitas? — Wendy assentiu. — Mas só pode uma pessoa por vez. — ela assuou o nariz em um lenço. — Pode ir lá querida, é essa porta a direita. — apontou. Any levantou-se seguindo até lá. Entrou na sala e viu o sogro adormecido, olhando assim até podiam jurar que era um anjinho, mas Marco estava longe disso, ela pensou sorrindo. Não que fosse uma pessoa r**m, ao contrário. Mas ele tinha um modo de vida muito antiquado e mesmo sem querer as vezes magoava as pessoas. Noah era um exemplo, sempre sofreu muito nas mãos daquele homem, mas isso era outro departamento. O que importava agora era que ele se curasse e voltasse para casa. Ficou mais alguns minutos ali e depois saiu. — Ele vai ficar bem. — ela garantiu assim que se aproximou. — Está corado e os batimentos dele estão ótimos. — Que Deus a ouça minha querida. — Wendy fez o sinal da cruz. — Pode ir lá ver seu pai, chéri. — Any disse esfregando as costas dele. — Tudo bem, pode ficar com o meu celular e meu paletó? — ela assentiu, e ele entregou o paletó e o celular pra ela. — Eu não me demoro. — saiu. Any ficou o observando se afastar e sorriu tristemente ao ver que ele estava sofrendo. Saiu de seus devaneios quando sentiu o celular dele tocar insistentemente. Pediu licença as mulheres e se afastou um pouco para atender. — Alô. — Onde está o senhor Urrea? — Sabina disse do outro lado da linha ao notar que era uma mulher. — Quem fala? — perguntou ignorando a pergunta de Sabina. — Sou Sabina, agora pode, por favor, passar para o Noah? — disse grosseira. — Eu não tenho a vida inteira pra esperar. — batendo o pé. — Escute aqui chéri... Eu até iria anotar o recado, mas agora eu não estou nem aí. — deu um sorriso falso. — Você é bem m*l-educada hein? — Eu sou secretária do senhor Beauchamp, assuntos de trabalho e eu exijo que você passe o telefone a ele! — Pois você vai me obrigar? — Any debochou. — É assunto de trabalho? A mim não interessa nenhum pouco! — desligou o celular. — Que recalcada! — olhando o telefone e em seguida voltando até onde estavam Marion e Wendy. ¨¨¨¨ Na empresa Sabina teve um ataque de raiva quando ouviu a ligação ser cortada. Quem aquela mulherzinha achava que era? Entrou no escritório do chefe, mesmo sem bater e viu Joshua relaxado em sua cadeira. — Josh! — ela disse nervosa e irritada. — Você nem acredita! — O que foi Sabina? — ele balbuciou preguiçoso. — Ligou para o Noah? — Eu até liguei, mas uma mulherzinha inútil atendeu e me disse que ele não iria falar. — andando de um lado para outro. — Uma mulher? — disse desconfiado. — Noah com uma mulher? — Sim, uma mulher! — ela rolou os olhos. — Uma m*l educada, uma vagabunda! — ela dizia ciumenta. — Nossa, o Noah está pegando geral. — disse dando um sorrisinho ao notar que talvez Noah estivesse mudando e passando a ficar mais aberto com a vida. — Pegando as gatinhas... — tomou um sorvo de uísque, Sabina o olhava, irritada. — Afinal mulher nunca é demais. — olhando as pernas da secretária que estava distraída em sua própria raiva. — Espero que ele continue pegando e... — ficou sério ao lembrar que Noah tinha dito que Any iria voltar no dia de hoje. — p***a é a mulher dele! — pôs a mão no rosto. Estava bom demais para ser verdade. — O QUE? E essa mulher não está em outro país? — Sabina o olhou com cara de choro. — Pois é, mas ela voltou. — ele disse se levantando da cadeira. — E você não a tratou m*l não hein Sabina? — Mais ou menos. — deu de ombros, chorosa. — Ela começou me maltratando. — mentiu. — Olha lá Sabina. — ele advertiu. — Por que se ela quiser, você está na rua e apesar de sermos... — ele a encarou safado. — Muito amigos, eu e você... — negou com a cabeça. — Eu não poderia te livrar de uma possível demissão. — encostando-se à mesa. — Ora chefinho, eu tenho certeza que você não deixaria ela me demitir. — piscou com safadeza. — Não se confie em mim. — deu um selinho rápido nela. — Sabe, eu sei que você gosta muito do Noah não é? — Sim. — Sabina assentiu. — Espero que não sinta ciúmes. — piscou. Joshua gargalhou. — Ora, por favor. — riu. — Eu não sou um cara ciumento, sexo é sexo minha cara, mas eu te digo uma coisa, o Noah é casado e ele nem olha para outra mulher. Então é melhor você tirar o cavalo da chuva, em todo esse tempo em que eu o conheço, foram pouquíssimas vezes que eu o vi com mulheres, tirando a esposa, lógico. — Mas ontem ele estava agarrando aquela mulher no bar. — ela disse insatisfeita. — Pois é. — ele deu de ombros. — Cenas como aquelas, são extremamente raras. — Mas que droga! — a moça sussurrou. — E essa mulher dele é bonita? — Eu a vi apenas uma vez, mas não lembro direito, era uma morena, baixinha. — Deve ser uma baranga. — Sabina deduziu. — Bem, eu falei com ela só uma vez pra cumprimenta-la pelo casamento e as outras vezes foram de longe e eu não prestei atenção, mas feia ela não é. — piscou. — Ela é feia sim e pronto, com certeza eu sou melhor. — se achou. — Sabina vai trabalhar. — rolou os olhos. — Agora! — ordenou. A morena bufou e saiu da sala. ¨¨¨¨ Logo mais, à noite. Any e Noah tinham acabado de se despedir dos pais da cacheada, fora um jantar calmo, apesar das indiretas que Silvio lançara a Any, a garota não ligou muito. — Ai que cansaço! — ela se jogou no sofá abraçando uma almofada. — Esse jantar não podia ser mais estressante. — Realmente, hoje o seu pai estava fogo. — ele passou a mão no cabelo. — Super engraçadinho. — rolou os olhos. — Quer saber amor? — ela o encarou. — Entra por um ouvido e sai pelo outro, se ele quer viver a vida inteira desse jeito, dane-se, confusão da minha parte não terá mais. — ela bufou.
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