O médico anunciou que a Imperatriz havia recuperado a razão, mas sua voz soou quase como uma sentença vergonhosa. Não havia traço algum de vitalidade em seus olhos, nem vestígio de espírito em sua presença. A mente podia até ter retornado ao corpo, mas era como se a alma tivesse se recusado a voltar. Cada respiração dela parecia um ato forçado, pesado, quase doloroso. O Imperador, que não saíra do lado da esposa desde que ela despertara, levantou-se subitamente quando ouviu dela uma única palavra — breve, mas suficiente para atravessá-lo. — Vá. A voz era fraca, arrastada pelo cansaço, mas carregava uma firmeza fria. A Imperatriz estava exausta de ouvir, dia após dia, as súplicas para que Zephyr retomasse sua rotina, sua vida, como se nada tivesse mudado. — ...Voltarei em breve. — respo

