Alexis dispensou o mago em silêncio. Aquilo não era algo que mais olhos deveriam presenciar. — Majestade. — chamou, a voz baixa, quase um sussurro. O Imperador não respondeu. Apenas chorava. As lágrimas corriam sem contenção, como se finalmente tivessem rompido uma represa há muito tempo erguida. — Vossa Majestade... está bem? — arriscou. — Eu errei. — a voz dele era áspera, rouca, quase desumana. — Eu arruinei a vida dela. — Majestade... — Você viu tudo. — ele ergueu os olhos vermelhos, cravados de dor. — Viu como uma vida inteira foi destruída. Por minha causa. Alexis conteve o fôlego. O destino era c***l demais. Quem, no passado, poderia prever que aquelas duas crianças, ao se encontrarem, acabariam presas a uma tragédia tão sombria? Quem imaginaria que a Imperatriz seria justame

