Capítulo 32

974 Words

Os soluços de Débora diminuíram até se tornarem tremores silenciosos. Ela permaneceu nos braços dele por um tempo que não soube medir, exaurida, o rosto pressionado contra o tecido macio da camiseta dele. O abraço era firme e estranho, mas era a única coisa que a mantinha de pé. Quando ela finalmente se afastou, sentiu-se oca. — Vem — ele disse, a voz baixa. — Você não pode ficar aqui. Ele não a soltou completamente. A mão dele permaneceu em suas costas, um gesto de guia, não de posse. Ela se deixou levar, como uma sonâmbula. Ele a guiou para fora da biblioteca escura, subiu as escadas silenciosas e parou na porta do quarto dela. Ela ficou parada, sem saber o que fazer. — Você precisa descansar — disse ele. Ela assentiu, a garganta fechada. Abriu a porta, entrou e, por puro i

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