O toque dele em seu rosto foi a gota final. O álcool, a culpa, o luto... tudo se misturou em uma necessidade desesperada de aniquilação. Ela não queria conforto. Ela não queria gentileza. Ela queria ser destruída. Em um ato de pura autodestruição, foi ela quem se moveu. Ela se inclinou para frente e o beijou. O beijo foi um desastre. Salgado pelas lágrimas que ainda escorriam, pesado com o gosto do uísque e faminto de uma forma que ela nunca tinha sido. Ela o agarrou pela camisa, puxando-o para si, como uma pessoa se afogando agarra seu agressor. — Me faça esquecer — ela implorou contra a boca dele, a voz um sussurro rouco. — Me faça não sentir nada. Ela se afastou, apenas o suficiente para olhá-lo nos olhos febris. — Não... — ela corrigiu, a voz quebrando. — Me faça sentir uma

