Capítulo 5

1142 Words
Victoria. A Diane me convenceu em ir na sua casa, depois de muita insistência da sua parte. Infelizmente a Laís não vai poder ir com a gente, deu a desculpa esfarrapada de que vai ir pra casa fazer o jantar, mas tudo bem nem insisti. A Diane ficou de me deixar em casa, então não tem perigo, eu acho. -Olha não liga pra minha cunhada tá, ela é uma vaca então provavelmente vai soltar piada desnecessária pra você- alertou e eu concordei. -Já estou acostumada com gente da laia dela, não se preocupe- dei de ombros. -Mas olha pelo lado bom, você vai poder conhecer a minha mãe, ela é um amor de pessoa, cê vai ver- comentou empolgada. -Espero que ela goste de mim- comentei. -Nem se preocupe, ela vai- afirmou confiante. Paramos em frente a uma casa muito bonita onde tem alguns caras armados na frente, pelo que estou vendo é aqui que ela mora, na minha opinião é a casa mais bonita desse morro, privilegiada. Os "vapores" falaram com ela e me deram boa noite também, pelo menos são educados Haha... Entramos em casa e vi uma guria sentada no sofá, é linda mas tem cara de nojo. -Que p***a é essa Diane? Tá trazendo p**a pra dentro da minha casa agora? Ainda por cima gravida- a moça perguntou incrédulo e eu arregalei os olhos. -Primeiro que essa casa não é sua e sim do meu irmão. Segundo que a Victoria não é p**a diferente de você. E terceiro, vai baixando a sua bolinha- Diane respondeu na altura. Nem precisei me defender porque a minha amiga já fez isso por mim. Ela foi me puxando até a cozinha onde encontramos uma mulher cozinhando. A senhora abriu um sorriso pra mim exalando simpatia, já gostei dela. -Boa noite meninas, trouxe a sua amiga pra jantar com a gente minha filha?- perguntou para a Diane. -Na verdade só pra conhecer a minha casa e a minha família, mas se quiser pode ficar e jantar com a gente, você é muito bem vinda- Diane argumentou. -Obrigado pelo convite, mas a Laís está fazendo um jantar, seria uma desfeita com ela- agradesci. -Tudo bem, mas amanhã se quiser, estaremos te esperando- a sua mãe convidou. -Muito obrigada- agradesci. -Está de quantos meses?- perguntou curiosa. -Cinco- comentei me sentando. -Já sabe o sexo do bebê?- perguntou puxando assunto. -É uma menininha- afirmei. -Que maravilha, ter menina é incrível, digo por experiência própria- comentou e eu ri. -E eu posso saber qual é o seu nome?- perguntei curiosa. -Me chamo Karla e você?- perguntou desligando o fogão. -Victoria. -A Diane falou muito de você, já me pediu inúmeras vezes para ir em São Paulo para te vê- comentou e eu sorri. -Verdade, e a senhora nunca deixou- Diane disse tristonha. -Porque eu sabia que um dia vocês iriam se encontrar, na hora certa- dona Karla deu de ombros. -Boa noite coroa- um carinha tatuado entrou na cozinha com a guria entojada atrás. -Não vai falar com a amiga da sua irmã?- dona Karla perguntou e ele me olhou. -Boa noite moça que eu não sei o nome- falou me olhando. -Victoria- afirmei. -Ele não perguntou seu nome- a mona se intrometeu. -Para de ser m*l educada Bárbara- Karla repreendeu ela. -Foi muito bom conhecer vocês mas é melhor eu ir embora, já está ficando tarde- falei desconfortável. -Vou deixar ela em casa tá mãe- Diane avisou. -Eu deixo ela, se não tu vai ter que voltar sozinha, e eu não quero você andando sozinha tarde da noite- seu irmão se ofereceu. -Toma cuidado com ela- Diane alertou. Como estão resolvendo tudo por mim, preferi nem me pronunciar, de qualquer forma eu vou pra casa mesmo. Quem não gostou nada disso foi a Bárbara que iria dar o maior show, mas antes que ela pudesse falar algo o cara mandou a mesma ficar quieta. Me despedi da dona Karla e da Diane com um abraço, mas não fui nem otária de dar tchau pra aquela mona chata, eu em. A Diane já falou pra ele onde vou ficar. Eu e ele fomos saindo de casa sem trocar se quer uma palavra. Ele subiu na moto e me ajudou a subir. Confesso que estava esperando um capacete, mas ele deu partida sem mais nem menos. Segurei firmei na sua cintura, eu que não vou cair dessa moto, sou nova demais pra morrer. Aqui é escuro de noite, pouca iluminação, teria medo facilmente de andar por aqui sozinha nesse horário. -Qual é o seu nome mesmo?- perguntou do nada. -Victoria e o seu?- perguntei de volta. -Jefferson, mas prefiro que me chame de JF por favor- pediu. -Ok tudo bem- concordei. -Você está com o pai do bebê?- perguntou um tanto curioso. -Não, fui irresponsável na hora de dar um pai pra minha filha- confessei. -Então é uma menina. Sempre foi o meu sonho ter uma menininha, mas a Bárbara não consegue engravidar- comentou. -Vão tentando, uma hora da certo- aconselhei. Até que ele não é tão chato quanto eu pensei que fosse. Até agora só não me dei bem com a Bárbara, mas de resto... estou me adaptando bem. Em cerca de minutos chegamos na casa da Laís, desci da moto com sua ajuda. -Até a próxima então- falou me fitando. -Até amanhã- afirmei dando as costas. Ele saiu dando duas buzinas e eu bati Palmas. A Laís abriu a porta e eu entrei em casa, o DN está sentado no sofá jogando vídeo game. -Boa noite- falei educada. -Boa noite gravidinha- falou um tanto concentrado. -Vem, vamos jantar, tem que alimentar a cria mulher- Laís chamou e eu ri. Fomos pra cozinha e ela fez questão que eu me sentasse enquanto ela colocava a minha comida, desse jeito vou ficar m*l acostumada. Nunca tive esse tipo de tratamento nem da minha mãe e agora estou recebendo até da minha prima, os tempos mudaram. -Gostou da família maluca da Diane?- Laís perguntou. -Tirando a cunhada vaca dela, sim- comentei. -Realmente ninguém aguenta aquela lá- admitiu me entregando um prato cheio. -Isso aqui tá com uma aparência maravilhosa- elogiei e ela sorriu. A Laís fez macarrão ao molho de tomate e filé a parmegiana, isso tá muito bom. Achei fofo ela ter me esperado pra comermos juntas. -E aí quem veio te deixar? Ouvi um barulho de moto- perguntou de boca cheia. -O Jefferson- comentei. -O JF? Irmão da Diane?- perguntou surpresa. -Sim ué, ele mesmo, porque o espanto?- perguntei confusa. -É que eu achei um milagre a Bárbara ter deixado- admitiu. -Ela ia falar um monte mas ele mandou ela ficar na dela. -Imaginei- afirmou. DN resolveu deixar os jogos de lado e vim comer com a gente. Esses dois já estão falando de um tal baile, e querem me levar, era só o que me faltava...
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