Prólogo
Ao retornar à sala de aula para encontrar meus alunos, fiquei pensando em como falar com eles de forma mais gentil. Não passa um dia sem que os meus cabeças-duras não façam alguma coisa. Ontem, a maioria dos alunos faltou à aula de educação física; esta manhã, como se viu, todos os meninos de uma vez não fizeram a lição de álgebra e, no final das aulas, fizeram algo que desafiava todo o bom senso. Os meninos começaram uma briga com alunos de uma turma paralela bem no pátio da escola. Todos os participantes da briga saíram com pequenas escoriações e arranhões no rosto e nas mãos, mas isso não reduziu os problemas. É claro que todos os problemas recaíram sobre mim, já que sou o professor dessa infeliz turma. Agora, toda a responsabilidade recai sobre mim e sou forçado a ter uma conversa educativa com eles. O diretor tem certeza de que a causa do conflito está dentro desses mesmos alunos. E eu sou obrigado a descobrir isso para evitar que o incidente se repita. Bem, e para encontrar o instigador da briga. Por algum motivo, a diretora decidiu que foi um dos meus alunos quem provocou o 11-B. Além do exposto acima, uma reunião de pais e professores precisa ser realizada na próxima semana para discutir o que aconteceu com os pais dos culpados. Se não fizermos isso, eles virão correndo para a escola para um interrogatório. _Como eles bateram no meu filho! ou, a minha favorita, a escola é a culpada pela briga, os professores não estavam prestando atenção!_Eu não discuto, nós somos, até certo ponto, culpados, mas eles também são bons. Não são os professores os responsáveis por criar seus filhos, mas os pais. São eles que devem ensinar aos filhos o que é bom e o que é r**m.
Eles deixam-nos escapar impunes, os mimam e depois são surpreendidos com reclamações sobre eles, notas baixas e culpam a escola por tudo. Ah, sim, eles acreditam firmemente no comportamento exemplar de seus filhos. Seus filhos nunca fazem nada de errado. Eles comportam-se bem, respeitam os mais velhos, trabalham duro todas as noites nos deveres de casa, e os professores, tal e tal, dão notas baixas por nada, extorquem dinheiro para as necessidades da turma e encontram defeitos em todo o tipo de coisinha. Uma mãe disse isso na última reunião de pais e professores. Felizmente, eu estava de bom humor naquele dia e não disse tudo o que pensava sobre ela como mãe e sua filha adorada, que só sabe se maquiar e andar de minissaia, como numa passarela. Antes de entrar na sala de aula, respirei fundo para acalmar pelo menos um pouco a raiva dentro de mim. Cinco dos meus alunos já estavam sentados nas primeiras carteiras, dois dos quais não eram alunos nota A, mas também sem talento. É incrível como eles se meteram em tal confusão. Os outros três são realmente preguiçosos. Notas baixas em todas as disciplinas, faltas frequentes e brigas com os professores. — Então, — caminhei até a minha carteira e bati as mãos nela, — qual de vocês cinco está com coceira? Os alunos surpresos, claramente não esperando tamanha dureza da minha parte, e me olharam novamente. — Kirill Vladimirovich, não é culpa nossa — Rozin falou baixinho. — O 11-B foi o primeiro a começar a nos perseguir. Tivemos que nos defender... — Estou perguntando,"Quem é o instigador da briga?", murmurei entre dentes. A julgar pela expressão desanimada dos alunos, adivinhei imediatamente quem era.Salova, o principal infrator das regras da escola, desviou o olhar diligentemente, mexeu na pulseira no pulso esquerdo e, como notei, o seu joelho sob a carteira tremia nervosamente. "Ok", suspirei, esfregando a ponta do nariz, cansado. "Você pode continuar a defender seu amigo", ao ouvir as minhas palavras, os alunos simultaneamente ergueram a cabeça para mim e me encararam como se estivessem a procurar alguma pegadinha. "Na segunda-feira, depois da aula, você ficará lavando a nossa sala até ela brilhar, já que a suas mãos estão penduradas, sem fazer nada. Ao mesmo tempo, darei uma palestra educativa para você não ficar entediado enquanto limpa. Mas, Kirill Vladimirovich!!! Todos tentaram falar ao mesmo tempo, mas foram rudemente interrompidos por mim. Sem, mas, e sem menos eu disse secamente e acenei para a porta. Levantando-se das suas carteiras, os alunos murmuraram algo descontente e, batendo a porta da sala com força, desapareceram no corredor vazio. Juntei tudo o que precisava na minha mochila e corri para sair da sala de aula atrás dos alunos. A sexta-feira acabou sendo terrivelmente difícil, mas, devido aos problemas que surgiram, eu não desistiria dos meus planos para a noite. Já no estacionamento da escola, sentei-me ao volante do meu carro importado, acendi um cigarro mentolado e, girando a chave na ignição, dirigi em direção a um clube de striptease distante. Visitar os clubes próximos era muito arriscado. Nunca se sabe, algum dos meus amigos ou colegas notará. Nesse caso, os problemas não podem ser evitados. É possível para um professor de literatura, ou professores de qualquer outra disciplina, visitar esses lugares? Que tipo de exemplo eles darão aos seus alunos? Mas, com os jovens de hoje, não há dúvida de que eles entendem essas coisas muito melhor do que muitos adultos. Estacionei o meu carro no estacionamento do clube e, depois de ligar o alarme, caminhei firmemente em direção à entrada. Havia muita gente lá dentro, o que não era surpresa, visto que era sexta-feira à noite. No centro do grande edifício, iluminado por muitas lanternas multicoloridas, havia um palco com um pole dance para strippers, uma das quais já estava se apresentando e provocando gritos altos dos homens. A pista de dança ficava um pouco mais distante, do lado esquerdo, e era um pouco maior que o palco. O lugar que estava em primeiro plano para mim acabou sendo bem perto do palco. Ótimo, o balcão do bar era bem perto e eu teria uma ótima vista das strippers dançando. Sentei-me em uma cadeira livre e, sem adiar o momento tão esperado, pedi uma garrafa de uísque para mim, dizendo ao barman que não precisava me servir mais, que eu mesma poderia me servir. Enquanto bebia, perdi completamente a noção do tempo e não percebi que já havia começado a esvaziar a segunda garrafa de uísque escaldante. O que não me escapou foi que, durante aquela hora, várias garotas haviam se trocado no pole dance. Todas eram boas, bonitas e encantadoras. Só os movimentos deles fizeram a pressão entre as minhas pernas aumentar, e os homens babavam ou gemiam em uníssono com as strippers. Eu estava prestes a me virar e pedir outra bebida,enquanto meu olhar estava fixo no palco e eu não conseguia desviá-lo do próximo participante. Uma música calma e comedida foi ouvida, e uma jovem com uma jaqueta preta desabotoada e shorts curtos imediatamente saiu para o centro do palco. Não havia sutiã por baixo da roupa exterior, e era improvável que ela estivesse usando calcinha por baixo do short. A garota se movia habilmente ao ritmo da música, suas mãos deslizando suavemente sobre seu corpo. Do peito para os quadris e abaixo, parando naquele lugar tão inviolável. Os homens começaram a gritar algo, outros gemeram e pegaram, observando atentamente a garotinha. Com um movimento hábil da mão, a garota tirou a jaqueta e a jogou de lado. Como eu pensava, não havia nada por baixo. Percebi como os homens nas mesas olhavam para seus s***s pequenos, mas tão bonitos, devorando-os com olhares predatórios e babando.