Esfriando a Cabeça

1247 Words
***Fernando*** Eu não sei o que o meu pai viu naquela mulher. Ela me parecia um tanto que... comum. Sei que a Sabrina faz muito mais o estilo dele: siliconada, gostosa, fútil e artificial. Mas essa mulher... Eu não sabia que ela estava no meu setor. Acho que foi mais uma das gracinhas do meu pai. Será que ele quer que nos tornemos amigos? Ele só pode estar de s*******m com a minha cara! Eu passei o dia tentando tomar pé de como as coisas funcionavam na empresa, tentando, pois a minha atenção estava voltada para a única pessoa dentro daquele setor que parecia me ignorar completamente. Eu precisava saber o que ela estava fazendo para o meu pai. O dia foi acabando e com ele as pessoas começaram a ir embora, menos ela. Acho que ela não percebeu o tempo passar ou estava fazendo hora para encontrar alguém. Eu sabia que o meu pai não estava mais na empresa e então deduzi que ela tinha um amante e fiquei a observando de longe. Não sei se era o cansaço, mas quando a vi passando a mão no pescoço para aliviar a tensão e soltar um pequeno gemido de satisfação, senti o meu corpo dar sinais de que estava gostando mais do que devia daquela cena. Para a minha sorte, ela não demorou muito mais para se preparar para ir embora e então a esperei perto do elevador. Ela parecia distraída quando entrou no elevador e percebi que ela se assustou quando entrei após ela. Eu tinha a intenção de pressionar aquela mulher até que ela me contasse o seu real propósito com o meu pai e até oferecer algum dinheiro a ela, mas a forma que ela me provocou perguntando se eu estava esperando por outro encontro, pois obviamente ela sabia o que eu estava fazendo com a Sabrina no elevador mais cedo, me deixou um pouco... Excitad0? As luzes apagaram depois de poucas palavras trocadas por nós e então aquela mulher forte e provocante se tornou uma ratinha assustada. Ela estava frágil, vulnerável e com um leve perfume, que apesar das horas, ainda permanecia em seu corpo. Eu tentei controlar o meu impulso, pois senti uma vontade louca de tomar aqueles lábios. O meu corpo parecia ter vida própria e cada célula do meu corpo desejava a amante do meu pai. Eu ia beijar aqueles lábios. Eu precisava... Então me aproximei mais. O hálito doce e quente me puxava, eu estava muito perto da amante do meu pai. Merd@! O que eu estou pensando? Ela é a mulher que está destruindo a minha família. Eu não posso me render por esse desejo sujo! De repente, senti todo o meu desejo se transformar em raiva e ainda próximo de seus lábios, perguntei: — Por que o meu pai? Os olhos dela que estavam fechados, como se estivessem à espera dos meus, se abriram e em uma fração de segundo a porta do elevador se abriu e ela sumiu diante de mim. Eu não tive forças para ir atrás dela, pois estava muito confuso com tudo o que eu estava sentindo. Eu preciso sair um pouco, tomar alguns drinks e comer alguma mulher que esteja afim de sex.o casual. Só assim que vou conseguir colocar a minha cabeça e hormônios no lugar para enfrentar aquela vagabun.da amanhã. *** Passei em casa apenas para tomar um banho e acabei tendo que participar de mais uma discussão entre os meus pais. — Eu não acredito que você colocou aquela mulherzinha para trabalhar com o nosso filho — minha mãe bufou nervosa — quer que ela tome o meu lugar de mãe? — Ela é mais nova do que eu. Você não sabia? — Perguntei olhando a surpresa da minha mãe. — Eu sabia que ela era jovem, mas nem tanto assim — o Otávio é um velho estúpid0. — Eu não devo satisfações para vocês, mas saibam que eu sei o que estou fazendo e não quero que ninguém destrate ela, entenderam? Por mais que eu estivesse com vontade de estender aquela conversa, dei um jeito de acalmar a minha mãe e fui para o meu quarto tomar o meu banho e pouco tempo depois já estava indo para a rua. Por morar fora tantos anos, perdi o contato com a maior parte dos meus amigos, por isso, saí como um lobo solitário em busca de uma caça apetitosa. Eu sabia muito bem onde procurar e como eu queria beber um pouco, chamei um táxi. — Para qualquer boate VIP do centro — disse ao motorista. — Claro, patrão. Mas me fala aí. O doutor está querendo um lugar para encontrar alguns amigos ou para... — Eu quero t*****r com a primeira gostosa que aparecer na minha frente — respondi e vi os olhos do motorista brilharem. Depois de um pequeno aceno com a cabeça, o homem acelerou e em menos de trinta minutos eu estava na porta de uma boate conhecida na cidade. — Acho que vai servir para o que o senhor quer. Ouvi falar que tem um ótimo Dark Room. Eu sorri quando ouvi isso e deixei uma gorjeta bem gorda para ele. Espero que a minha noite valha a pena. O lugar tinha uma fila imensa, mas felizmente, o meu nome servia para alguma coisa e então eu entrei em menos de cinco minutos. Ter dinheiro é uma maldição que corrompe as nossas almas, mas na maioria das vezes nos proporciona tantas facilidades, que consideramos o preço justo. Eu tenho dinheiro e uma boa aparência física. Não sou modesto. Sei que posso conseguir qualquer garota aqui, claro que com suas exceções, mas a grande maioria não me recusaria, então, eu tinha o benefício de poder escolher a mulher em quem eu iria descarregar toda a minha frustração. A boate tinha vários ambientes e depois de dar uma volta por alguns deles, parei em um onde a música eletrônica estava muito alta e as luzes piscando loucamente. m*l dava para ver o rosto das pessoas. Mas eu não precisei. Assim que coloquei o olho em uma mulher de cabelo verde e vestido curto, percebi que nem uma outra iria me satisfazer. Então, com os meus instintos de predador, me aproximei. Ela estava dançando freneticamente e acredito que estava um pouco alcoolizada por estar tão desinibida. Eu me aproximei mais e ela me deu passagem para avançar quando começou a rebolar encostada em mim. O meu sangue ferveu na mesma hora, como se eu estivesse na seca há meses. Nem parece que de manhã estava atracado com a gostosa da empresa. A gente continuou assim por um tempo. Ela dançava de forma provocante enquanto minhas mãos passeavam pelo seu corpo. Eu não queria ser grosseiro, mas já sabia o que queria e com quem queria, por isso, depois de puxar a gostosa para um beijo quente e demorado, dei a ela uma chave do Dark Room que reservei na hora que cheguei e saí. O funcionamento era simples. Peguei duas chaves de um quarto todo escuro, com um pouco de iluminação neon e alguns brinquedinhos adultos e eu podia entrar ali com quantas pessoas eu quisesse. Bastava que tivesse a chave ou entrasse comigo. Eu não sou contra uma noite com várias mulheres, mas gosto de ter uma por vez e então dei a chave para a mulher de cabelo verde e fui para o bar tomar mais um uísque e esperar o que ela ia decidir.
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