O silêncio depois da batalha no armazém não trouxe alívio. Trouxe medo. Angelina percebeu isso imediatamente enquanto caminhava pela rua vazia ao lado de Miller. O vento frio da madrugada varria papéis velhos e folhas secas pelo asfalto, criando pequenos redemoinhos que desapareciam rapidamente na escuridão. Algo estava errado. Não era apenas a sensação de serem observadas. Era algo mais profundo. Algo que vinha da própria cidade. — Você está sentindo isso também… não está? — perguntou Miller, quebrando o silêncio. Angelina assentiu lentamente. — Sim. Ela parou no meio da rua. Fechou os olhos. Respirou fundo. E sentiu. A energia da cidade estava diferente. Antes, havia focos de corrupção espalhados, como pequenas feridas espirituais deixadas pelos rituais do culto. Agora…

