CAPÍTULO 03
Henrique Parker
Eu nem acreditei quando fui chamado pelo Harry. Seria sorte demais, ou o destino conspirava a meu favor? É claro que eu faria de tudo para levar aquela ruiva embora, e o cargo era apenas um pretexto para tirá-la daqui, em breve será a minha mulher, e isso é fato! Eu quero ela.
.
“Bianca” fico pensando, que sempre quis saber o nome dela, e agora eu sei, e gosto...
— Hector! — chamei o meu amigo.
— Preciso que redija um documento, mas deixe os dados em branco da pessoa que vai assinar, e ela preenche depois... na verdade dois... um de contratação como minha assistente, com um salário de seis mil dólares, e um contrato válido de casamento, e amanhã bem cedo quero...
— NÃOOOO! — colocou a mão no rosto. — não acredito que encontrou a moça? Você é um sortudo do car@lho! Como foi isso? — me cortou eufórico.
— Acho que o destino conspira a meu favor!
— Então ela lembra de você, aceitou se casar? — perguntou, agitado e eu só balançava a cabeça, não sei como somos amigos, sou muito diferente dele.
— Está se fazendo, logo ela lembrará melhor, e quanto ao casamento... bom, ainda estou pensando num jeito, mas eu só saio daqui com ela, já está decidido.
— E, como sempre o dono da razão decidiu! — colocou a mão na cintura.
— Se me conhece tanto, não sei porquê pergunta, Hector! — falei, e ele balançou a cabeça.
— Não vai fazer nada ilegal, não é?
— Não, Hector! Apenas faça o que pedi, que eu me resolvo! Preciso de documentos válidos, não esqueça! — cobrei.
— E, também de duas testemunhas!
— Uma, no caso! Você já está incluso! — falei, e logo olhei para a entrada do salão, e quase não consegui terminar de falar.
— O que foi?
— Nossa, a Bianca trocou de vestido, o vermelho combinou muito bem com ela! — comentei ao vê-la.
— Nossa, provavelmente ela é uma dessas que usa dois ou três vestidos em uma mesma noite! — comentou o Hector.
— Vou aproveitar que está sozinha e descubrir qual é a dela...
— Tá, eu vou fazer o documento! — ele foi saindo, e eu me aproximei da bela moça, que agora usava um vermelho brilhante, e também retocou a maquiagem, o seu batom era bem vermelho.
— Com licença! — ela me olhou do mesmo jeito da boate, eu me lembrei exatamente como foi.
— Você? — desceu os olhos pelo meu corpo, e pausou o olhar na minha boca.
— Da última vez que me olhou assim, eu fui beijado e nunca nem descobri o motivo! — sorri de canto.
— Caramba, quanto tempo! Eu estava fugindo de um relacionamento, ele era um i****a! — passou os dedos entre os cabelos levemente ondulados, percebi que estava mais desenvolta, com melhor postura, e não parecia nada perdida como minutos antes, mas algo nisso me deixou um pouco incomodado, não sei o porquê.
Seria ela uma interesseira? Porque enquanto não sabia da minha posição me ignorou, disse até não me conhecer, e agora simplesmente voltou a ser como no dia em que a conheci, e pelo que conheço das mulheres, ela estava de olhos abertos em mim, está com algum interesse, mas logo fixou os olhos na minha cicatriz, e isso não gostei.
— Não me lembrava dessa cicatriz! — estreitou os olhos, e eu virei um pouco o rosto, essas coisas me encomodam.
Ela ergueu a mão, e então eu segurei, não permito que ninguém encoste ali, nem mesmo a minha futura esposa.
— Olha só! Pra quê as coisas comecem bem entre a gente, nunca pergunte, ou encoste no meu rosto! — por um instante me olhou atravessada, mas logo sorriu.
— Está bem! Calma... eu apenas perguntei! — soltei a sua mão, e a sua mãe a chamou. Por um momento tive a impressão que a chamou um pouco diferente, mas deve ser algum apelido.
— Com licença, a minha mãe me chama! Nos vemos por aí... — beijou a própria mão, e mandou um beijo. Fiquei olhando ela de costas, e achei que no vermelho tem menos quadril e b***a, talvez o vestido a tenha deixado mais magra.
Fui dar uma volta pelo local, e encontrei com a minha família.
— Filho! Será que é só assim pra gente te ver! — A minha querida mãe, fala.
— Claro que não, mãe! É que você trabalha muito no hospital de Nova Tebas, e o papai no escritório com o Pedro! — falei já abraçado nela, e logo o meu pai também me abraçou, e também o meu irmão Pedro.
— Tira umas férias, meu filho! Vem ficar um pouco com a gente! A empresa de Curitiba nunca esteve tão bem, porquê não se prepara para o natal? É daqui a um mês, dá tempo! — ele falou, e me lembrei que na verdade eles sentem muito a minha falta.
— Mas tem que arrumar uma namorada, daí já aproveita levar ela na fazenda, a Gabi vai gostar de ter mais uma mulher por lá! — meu irmão comentou, e logo cumprimentei a minha cunhada Gabriela, e os meus sobrinhos.
— Eu logo levarei a minha esposa. Digamos que eu já esteja noivo! — todos me olharam assustados, nem mexiam a boca, provavelmente agora, vão parar de me cobrar essas coisas.
— Como assim? Que história é essa, filho? — a minha mãe se aproximou.
— Fica tranquila, mãe! Assim que ela aceitar se casar, eu aviso vocês, mas vai ser muito rápido, eu já a conheço a oito anos, agora vai dar certo! — falei só uma parte da história.
— E, porque nunca falou nada? — meu pai.
— Olha, é um caso complicado... — vi o Hector chegando com uma pasta preta, e precisei disfarçar. — eu só vou resolver um assunto importante, e depois a gente conversa melhor, prometo que durmo em casa hoje!
— Certo, mas depois vem ficar aqui com a gente! — disse a minha mãe.
— Claro, mãe! — e logo fui ao encontro do Hector.
— Tudo pronto? — questionei.
— Os papéis sim... e você? Vai enganar essa moça?
— Ela se lembra de mim. Não falei que ela estava se fazendo? — comentei.
— Lembra? Menos m*l, então...
— Quando ela descobrir que já está casada comigo, nós já estaremos longe daqui, e não terá escolhas! — virei de costas, procurando por ela.
— Isso não é certo!
— Se você tivesse visto o jeito dela agora pouco, saberia que ela certamente vai gostar! — olhei para o lado e estranhei.
— Que estranho... ela trocou de vestido de novo...
— Não deve ter gostado do outro! — ele comentou.
— Faz, sentido... esse ficou melhor... — analisei melhor as curvas que este vestido deixou, a b***a mais saliente... — agora vou lá... resolver o meu futuro...
— Eu fiz os documentos com cautela, ela precisará ler com muito cuidado para perceber que está se casando.
— Ótimo!