Trocou de vestido?

1189 Words
CAPÍTULO 03 Henrique Parker Eu nem acreditei quando fui chamado pelo Harry. Seria sorte demais, ou o destino conspirava a meu favor? É claro que eu faria de tudo para levar aquela ruiva embora, e o cargo era apenas um pretexto para tirá-la daqui, em breve será a minha mulher, e isso é fato! Eu quero ela. . “Bianca” fico pensando, que sempre quis saber o nome dela, e agora eu sei, e gosto... — Hector! — chamei o meu amigo. — Preciso que redija um documento, mas deixe os dados em branco da pessoa que vai assinar, e ela preenche depois... na verdade dois... um de contratação como minha assistente, com um salário de seis mil dólares, e um contrato válido de casamento, e amanhã bem cedo quero... — NÃOOOO! — colocou a mão no rosto. — não acredito que encontrou a moça? Você é um sortudo do car@lho! Como foi isso? — me cortou eufórico. — Acho que o destino conspira a meu favor! — Então ela lembra de você, aceitou se casar? — perguntou, agitado e eu só balançava a cabeça, não sei como somos amigos, sou muito diferente dele. — Está se fazendo, logo ela lembrará melhor, e quanto ao casamento... bom, ainda estou pensando num jeito, mas eu só saio daqui com ela, já está decidido. — E, como sempre o dono da razão decidiu! — colocou a mão na cintura. — Se me conhece tanto, não sei porquê pergunta, Hector! — falei, e ele balançou a cabeça. — Não vai fazer nada ilegal, não é? — Não, Hector! Apenas faça o que pedi, que eu me resolvo! Preciso de documentos válidos, não esqueça! — cobrei. — E, também de duas testemunhas! — Uma, no caso! Você já está incluso! — falei, e logo olhei para a entrada do salão, e quase não consegui terminar de falar. — O que foi? — Nossa, a Bianca trocou de vestido, o vermelho combinou muito bem com ela! — comentei ao vê-la. — Nossa, provavelmente ela é uma dessas que usa dois ou três vestidos em uma mesma noite! — comentou o Hector. — Vou aproveitar que está sozinha e descubrir qual é a dela... — Tá, eu vou fazer o documento! — ele foi saindo, e eu me aproximei da bela moça, que agora usava um vermelho brilhante, e também retocou a maquiagem, o seu batom era bem vermelho. — Com licença! — ela me olhou do mesmo jeito da boate, eu me lembrei exatamente como foi. — Você? — desceu os olhos pelo meu corpo, e pausou o olhar na minha boca. — Da última vez que me olhou assim, eu fui beijado e nunca nem descobri o motivo! — sorri de canto. — Caramba, quanto tempo! Eu estava fugindo de um relacionamento, ele era um i****a! — passou os dedos entre os cabelos levemente ondulados, percebi que estava mais desenvolta, com melhor postura, e não parecia nada perdida como minutos antes, mas algo nisso me deixou um pouco incomodado, não sei o porquê. Seria ela uma interesseira? Porque enquanto não sabia da minha posição me ignorou, disse até não me conhecer, e agora simplesmente voltou a ser como no dia em que a conheci, e pelo que conheço das mulheres, ela estava de olhos abertos em mim, está com algum interesse, mas logo fixou os olhos na minha cicatriz, e isso não gostei. — Não me lembrava dessa cicatriz! — estreitou os olhos, e eu virei um pouco o rosto, essas coisas me encomodam. Ela ergueu a mão, e então eu segurei, não permito que ninguém encoste ali, nem mesmo a minha futura esposa. — Olha só! Pra quê as coisas comecem bem entre a gente, nunca pergunte, ou encoste no meu rosto! — por um instante me olhou atravessada, mas logo sorriu. — Está bem! Calma... eu apenas perguntei! — soltei a sua mão, e a sua mãe a chamou. Por um momento tive a impressão que a chamou um pouco diferente, mas deve ser algum apelido. — Com licença, a minha mãe me chama! Nos vemos por aí... — beijou a própria mão, e mandou um beijo. Fiquei olhando ela de costas, e achei que no vermelho tem menos quadril e b***a, talvez o vestido a tenha deixado mais magra. Fui dar uma volta pelo local, e encontrei com a minha família. — Filho! Será que é só assim pra gente te ver! — A minha querida mãe, fala. — Claro que não, mãe! É que você trabalha muito no hospital de Nova Tebas, e o papai no escritório com o Pedro! — falei já abraçado nela, e logo o meu pai também me abraçou, e também o meu irmão Pedro. — Tira umas férias, meu filho! Vem ficar um pouco com a gente! A empresa de Curitiba nunca esteve tão bem, porquê não se prepara para o natal? É daqui a um mês, dá tempo! — ele falou, e me lembrei que na verdade eles sentem muito a minha falta. — Mas tem que arrumar uma namorada, daí já aproveita levar ela na fazenda, a Gabi vai gostar de ter mais uma mulher por lá! — meu irmão comentou, e logo cumprimentei a minha cunhada Gabriela, e os meus sobrinhos. — Eu logo levarei a minha esposa. Digamos que eu já esteja noivo! — todos me olharam assustados, nem mexiam a boca, provavelmente agora, vão parar de me cobrar essas coisas. — Como assim? Que história é essa, filho? — a minha mãe se aproximou. — Fica tranquila, mãe! Assim que ela aceitar se casar, eu aviso vocês, mas vai ser muito rápido, eu já a conheço a oito anos, agora vai dar certo! — falei só uma parte da história. — E, porque nunca falou nada? — meu pai. — Olha, é um caso complicado... — vi o Hector chegando com uma pasta preta, e precisei disfarçar. — eu só vou resolver um assunto importante, e depois a gente conversa melhor, prometo que durmo em casa hoje! — Certo, mas depois vem ficar aqui com a gente! — disse a minha mãe. — Claro, mãe! — e logo fui ao encontro do Hector. — Tudo pronto? — questionei. — Os papéis sim... e você? Vai enganar essa moça? — Ela se lembra de mim. Não falei que ela estava se fazendo? — comentei. — Lembra? Menos m*l, então... — Quando ela descobrir que já está casada comigo, nós já estaremos longe daqui, e não terá escolhas! — virei de costas, procurando por ela. — Isso não é certo! — Se você tivesse visto o jeito dela agora pouco, saberia que ela certamente vai gostar! — olhei para o lado e estranhei. — Que estranho... ela trocou de vestido de novo... — Não deve ter gostado do outro! — ele comentou. — Faz, sentido... esse ficou melhor... — analisei melhor as curvas que este vestido deixou, a b***a mais saliente... — agora vou lá... resolver o meu futuro... — Eu fiz os documentos com cautela, ela precisará ler com muito cuidado para perceber que está se casando. — Ótimo!
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