Mole O silêncio da noite era reconfortante, e eu me sentia envolvida pelo aconchego das cobertas. Meu corpo estava relaxado, mas minha mente vagava. Sabia que o dia seguinte seria estressante, mas, por alguma razão, o pensamento me deixava animada. Minha própria sala, trabalhando lado a lado com Mário Drummond... era quase impossível não imaginar como seria. Sem perceber, me deixei levar por devaneios. Na minha mente, eu estava sentada na minha nova mesa, focada em alguns relatórios, quando Mário entrou na sala. Ele estava com o habitual terno impecável, a gravata afrouxada, e aquele sorriso... Meu coração bateu mais rápido só de imaginar. Ele se aproximou com passos firmes, os olhos verdes fixos nos meus. —Mole. -ele chamou meu nome, a voz rouca, mas gentil. —Sim, senho

