Fael narrando A decisão parecia absurda à primeira vista, mas quanto mais o tempo passava, mais ela fazia sentido. — Não vai ser perigoso ir pra lá? — Filipe perguntou, preocupado, assim que joguei a ideia na mesa. Estávamos na casa de Kleiton, rodeados por paredes descascadas e cheiro de café recém-passado. O silêncio entre os vapores que nos protegiam só era interrompido pelas vozes baixas que discutiam o futuro. — No Paraguai eu assumo uma nova identidade, fico fora do radar. Lá, consigo montar a base do tráfico, estabelecer um laboratório bem montado e mandar os produtos pra vocês aqui no Brasil — falei com segurança. Kleiton assentiu, concordando comigo. — Essa é a ideia — disse, encarando Filipe. — Centralizamos lá, tiramos Fael do alvo direto, e mantemos o controle daqui com m

