Eu já tinha percebido desde ontem que o Fael estava inquieto. Tenso, olhando para o celular a cada dois minutos, trocando mensagens com Filipe. E ele não disfarçava bem. Eu conhecia aquele jeito dele. Quando ficava assim, em silêncio demais, era porque algo estava prestes a acontecer. Meu instinto de mulher, de mãe, de parceira... estava em alerta. Mesmo assim, resolvi sair um pouco, arejar a cabeça. — Eu vou na padaria pegar pão — falei, pegando a bolsa. — Se cuida — ele respondeu com aquele olhar preocupado. Respirei fundo e saí. O sol ainda não estava forte, mas o calor já começava a pesar. Nos últimos dias, eu não vinha me sentindo muito bem. Algumas dores abaixo da barriga vinham e iam, mas eu achava que era apenas stress, tensão acumulada. Só que, naquele dia, a dor veio com mais

