Fael narrando A inauguração da ONG estava finalmente acontecendo, e, para minha surpresa, o lugar estava lotado. A quadra estava cheia, assim como o espaço da ONG. Juliana tinha organizado tudo com um nível de dedicação que eu nunca tinha visto em ninguém. Barracas de comida por toda parte, brinquedos espalhados para as crianças, serviços de saúde e beleza gratuitos. Tudo para oferecer alguma coisa melhor para o morro, algo que fugisse da rotina pesada da violência. Eu sabia que Juliana não ia desistir desse projeto. Ela estava dando tudo de si, e eu, claro, acabei gastando mais do que eu planejava, mas não me importava. O sorriso dela valia mais do que qualquer quantia. Ela estava tão feliz, tão radiante, que não tinha como não se envolver. E, se estou sendo sincero, ver ela assim me fe

