12- DUDA

1019 Words

CAPÍTULO 12 DUDA NARRANDO Desde a hora que eu tava falando com o Gabriel, eu sentia que alguma coisa tinha mudado. Não nele só — em mim também. Era como se, no meio daquele campinho de terra, do barulho, das armas, do medo… eu tivesse encontrado um ponto de equilíbrio estranho, improvável. Quando ele segurou minha mão e voltou a jogar, meu coração ainda tava acelerado. Não de susto. De responsabilidade. Porque, naquele instante, eu entendi que não era só sobre um emprego. Era sobre um menino que precisava de alguém com carinho e firmeza ali. Fiquei na lateral do campo, meio deslocada no começo. Não sabia onde pôr as mãos, nem se devia falar. Mas aí eu vi o Gabriel olhar pra fora, me procurando. Os olhos dele brilharam quando me achou. Foi automático. — Vai, Gabriel! — gritei. — Isso!

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