CAPÍTULO 6.

2430 Words
Com um estalar de dedos irônico do universo, minha vida tinha mudado de cabeça para baixo do dia pra noite. Tá, parte disso era culpa minha, fui burra, irresponsável e antiética por me envolver com um aluno, mas quem nunca errou que atire a primeira pedra. Eu certamente não merecia ser castigada e muito menos perder a minha carreira por isso. Por manter uma vida dupla, usar meu corpo e charme para arrancar dinheiro de pessoas na internet? Talvez. Eu era uma cínica e dissimulada por manter a pose de boa moça barra (agora ex) professora de manhã, e a noite me transformar na camgirl safada, sensual e misteriosa do newadult. Pelo menos era uma cínica e dissimulada que gostava da vida dupla que levava, mas depois que eu vi a feição decepcionada dos meus pais, talvez tenha pegado um certo ranço disso tudo. Eu sentiria falta deles, mas prometi manter contato sempre que pudesse e depois de muita choradeira da minha mãe, um abraço apertado nos dois, eu me preparei para embarcar. O que eu mais queria era me distanciar de vez de tudo isso e talvez, a ideia de meus pais de me mandar embora para outro país não fosse lá tão r**m assim. Era nesse pensamento que eu me agarrava enquanto observa as cidades tão pequenas pela janela do avião. Estava oficialmente indo para Seattle "atrás de uma vida melhor" foi o que minha mãe e meu pai haviam me dito, mas todos sabemos que eles só fizeram isso pela vergonha que estavam sentindo. Ou talvez fosse para me proteger e de fato, eu ter uma vida melhor. Antes de viajar, me certifiquei de me livrar de qualquer coisa do meu apartamento que me ligasse ao newadult — talvez, por precaução, tenha trazido algumas coisas na minha mala. — meus pais cuidariam de esvaziar o imóvel e colocá-lo para alugar. Não pretendia ficar com o dinheiro, então ficaria todo para eles. Não que isso ajudasse em muita coisa, eles nunca se recuperariam do inferno que aquela mulher fez na vida dos dois, mas eu esperava que o dinheiro pelo menos servisse para alguma coisa. Estava oficialmente em uma cidade nova, com pessoas totalmente desconhecidas, talvez a vida aqui não fosse tão r**m, eu conheceria pessoas legais, arrumaria um emprego bom, sairia com pessoas mais velhas — fiz uma nota mental para isso: nunca mais me envolver com ninguém que tivesse uma certa diferença de idade, por mais que digam que eles não se apegavam, eles se apegavam sim e ainda envolviam suas mães nisso. — a vida e o universo sorririam para mim de novo, eu contava com isso. Encontrei minha prima parada na sala de desembarque com uma plaquinha improvisada na mão dizendo "comedora de alunos" em português, caminhei apressadamente até ela e arranquei aquela placa das suas mãos. — Tá louca? — Relaxa, prima, ninguém aqui te conhece. — ela disse com seu inglês perfeito e em seguida me abraçou apertado. — meu deus, que saudade! Faz tanto tempo que a gente não se vê. Retribui ao abraço apertado, de fato fazia muito tempo que não nos vimos. — Também senti sua falta, alicia. — Ela me soltou e após pegar meu carrinho com as malas, cruzou nossos braços e seguimos para fora do aeroporto. Alicia me ajudou a guardar as bagagens no porta-malas do veículo. — Esse carro é bonito, desde quando você se prostitui? — Ah, prima, você é quem faz isso aqui. Esse carro eu consegui com muito trabalho duro e honesto. — meu trabalho também é honesto, alicia, e meus assinantes costumam ficar duros também. — ela gargalhou e me abraçou novamente. — parei com o newadult, acho que aquilo não dá mais para mim. — Bom, torça para arrumar um emprego logo por aqui, ou aquilo vai ter que continuar servindo como renda extra para você. — Baranga suja. Nós rimos e entramos no carro. Alicia dirigiu até sua casa e conversamos durante o caminho inteiro. Ela me contou do seu novo emprego, de seu ex namorado, da crise que minha tia e o marido estavam enfrentando e muitas outras coisas que eu, francamente, gostei de ouvir. Era bom depois de meses não ser o motivo do choro de alguém. Em nenhum momento ela tocou no assunto e eu a agradeci por isso, essa era a minha chance de esquecer tudo e seguir em frente. Pelo menos até onde eu conseguisse. Minha prima e eu sempre fomos muito próximas, ela sempre soube o que eu fazia no newadult e entendia perfeitamente, nunca me julgou por isso ou contou pra alguém. Sempre fomos confidentes uma da outra, até nas coisas mais bobas. Ambas não tínhamos irmãos e acho que isso serviu para fortalecer nossa relação. Ela era quase da minha idade, estava se formando na faculdade e era muito, muito bonita, por sinal. Nosso trajeto até a casa da minha tia era longo. Suspirei cansada por conta da viagem. m*l tinha acabado de pousar e já estava sentindo saudade dos meus pais, mandei uma mensagem para minha mãe avisando que já tinha chegado. A mesma não me respondeu, imaginei que por conta do fuso ser diferente e agora lá ser quase onze da noite. Pensei em tudo o que tinha acontecido nesse último mês, céus... Eu estava quase no fundo do poço. Depois que encontrei com Roberto, ele não me procurou mais, sua mãe, por outro lado, parecia estar com mais ódio de mim, já que espalhou para cidade toda que eu tinha seduzido o filho dela, que era uma mulher baixa e muitas outras coisas desagradáveis de se ouvir. Não preciso citar como meus pais ficaram arrasados e eu, cada vez mais determinada a ir embora de vez. — Hoje tô de folga, mas tenho algumas coisas para resolver. Depois que tiver chegado e você descansar a gente pode sair com eles, o que cê' acha? — ela olhou rapidamente para mim e depois voltou sua atenção para estrada novamente. — Perdão, o quê? — Tô te chamando pra sair, em que mundo você está? — Divagando, por aí. — Abigail, ninguém da sua idade fala "divagando", — ela fez um rápido sinal de aspas, antes de botar as mãos no volante novamente. — por deus! Revirei os olhos, dando um tapa leve no seu braço. — Que festa é essa? — perguntei curiosa, nunca gostei muito de festas, mas fazia um bom tempo que eu não saía para nenhuma. Seria bom me divertir e conhecer pessoas novas, a nova Abigail gostava disso. — É numa boate que o pessoal da empresa onde eu trabalho costuma frequentar. O lugar é bem reservado e vip. Alguns amigos de lá me convidaram para ir hoje e eu posso levar alguém. Vai ser legal. Assenti brevemente, concordando em ir depois que eu descansasse o suficiente. Estava morta de cansada. Não demorou tanto para chegarmos na casa, o lugar era luxuoso se comparado com as casas do Brasil, todos os vizinhos na mais perfeita paz sem um muro sequer nas casas. É por isso que estadunidense costuma se dar m*l em um apocalipse zumbie. Abracei minha tia e conversamos por algumas horas, ela me falou a respeito de uma vaga de empresa que surgira na empresa de Alicia, eles precisavam urgentemente de uma professora para dar aulas e ensinar o mais rápido que conseguisse português para um grupo seleto de funcionários. Sim, a empresa estava pedindo que o contratado ensinasse em menos de 1 ano uma das línguas mais difíceis do mundo para um bando de estadunidense. Parecia loucura, mas dada a minha atual situação, eu não podia contestar muito e negar as oportunidades que me aparecessem. Alicia falaria com seu chefe assim que possível e se tudo desse certo, eu teria uma entrevista logo. Não estava tão animada com a ideia, mas precisava de um emprego o mais rápido possível. Nós três conversamos por mais algum tempo até Alicia sair para resolver algo, minha tia começar a preparar algo para comermos e eu, subir para arrumar o quarto na qual eu dormiria. Era um cômodo no sótão, bastante espaçoso e completamente afastado dos outros quartos, o que pra mim foi um alívio, eu apreciava a privacidade. Alicia voltaria mais tarde e nos iríamos juntas para tal festa. Perto do horário em que combinamos, comecei a me arrumar. Optei por um vestido colado, vermelho e curto com um decote "V" profundo, que dava uma maravilhosa visão dos meus seio.s fartos e contrastava a cintura fina, realçando meu quadril e b.unda. Fiz um coque no meu cabelo, deixando algumas madeixas soltas e enrolando-as com babyliss. — Ah, você tá pronta... Meu deus, Abigail. — minha prima veio até mim e deu um tapa na minha b.unda. — Você é uma grande gostosa, por deus. Dei risada e encarei a morena. Alicia era uma mulher incrível, sua pele era clara, cabelos pretos com algumas mechas loiras e perfeitamente arrumado, maquiagem bem feita e a roupa tão bonita quanto ela. Seu corpo era igualmente espetacular, minha prima usava um vestido preto de manga curta, com uma f***a na perna esquerda, usava um salto da mesma cor. — Você tá linda. Tem algum salto para me emprestar? Ela assentiu e voltou minutos depois com um salto transparente, que eu faria questão de não devolver porque era simplesmente maravilhoso. Caiu como uma luva e, modéstia a parte, eu estava uma deusa. A maquiagem era leve, ousei apenas em passar um batom aveludado. Alicia e eu nos despedimos de Helena e saímos para tal boate. ㅤ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ••• ㅤ O lugar era muito luxuoso, estava localizado numa avenida repleta de bares e boates, cada estabelecimento era um mais chique que o outro. Alicia só precisou dar seu nome e rapidamente, nós entramos. A multidão do lado de fora nos olhou de cara feia. Pela fila que tinha para entrar, sabia que aquele era um lugar de difícil acesso para meros mortais, como eu mesma, se não tivesse acompanhada de minha prima. Nós nos direcionamos para o camarote vip, Alicia cumprimentou algumas pessoas e me apresentou a eles também, todos muito simpáticos e não demorou muito para que eu me enturmasse — pelo menos com alguns — e começássemos a conversar. Quando toda a conversa me cansou, decidi que estava sóbria demais para a ocasião, só tinha tomado uma cerveja e, sem pressa alguma, caminhei até o bar do local, podia sentir o olhar de todos sobre mim e gostava da sensação, caminhei em passos lentos e decididos, garantindo que tivessem um bom vislumbre da minha b.unda se movendo sob o vestido colado. Infelizmente, o espírito de vagabunda egocêntrica jamais deixaria meu corpo por mais que eu tentasse. — No que posso ser útil, senhorita? — o bartender perguntou, sorrindo. — Quero um dry martini com um fiozinho de tequila. — Mistura interessante. No nome de quem? Fiquei paralisada por alguns instantes. — No meu, Jhonny. — uma vez alta e grave disse logo ao meu lado. Me virei para encarar o sujeito e meu queixo quase caiu. O cara era semelhante a um deus grego: barba aparada e cabelos loiros bem penteados, ele usava uma blusa social branca com as mangas dobradas até o cotovelo que marcava os belos gomos distribuídos perfeitamente pelo braço bem definido, a calça social justa contrastava perfeitamente os músculos da perna. — Aliás vou querer um também, com a tequila. — Claro, Sheppard. — Jhonny respondeu e em seguida, começou a preparar as bebidas. Ele olhou para mim, intrigado. Me analisou de cima abaixo e por alguns segundos eu me senti nua, por um breve momento, desejei que estivesse e que de preferência, existivesse completamente nua me exibindo para aquele homem na minha frente. Retribui ao sorriso malicioso que ele me lançou. — Sheppard, então? — perguntei arqueando as sobrancelhas. Ele se aproximou, se sentando no banco ao meu lado. — Alaric pra você, docinho. — Abigail. — estendi minha mão e ele, galanteadoramente a beijou. Tudo aconteceu muito rápido, nós flertarmos e conversamos até a bebida ficar pronta e eu bebi a minha num gole, quase desesperada. Alaric me acompanhou e pouco depois disso, nós estávamos no banheiro da boate com o loiro me colocando em cima da pia e levantando meu vestido, tendo uma visão vantajosa das minhas c.oxas. Ele apertou cada parte da minha bu.nda, enquanto distribuía beijos e chupões por todo meu pescoço. Colei ainda mais nossos corpos e dei espaço para que ele me beijasse e Alaric o fez, revogou para si minha boca e cada parte do meu corpo, fazendo questão de apalpar meus s.eios durante o beijo. Alaric se afastou e eu gemi em frustração, desci da mesa e fiquei de pé na sua frente, observando-o se ajoelhar diante de mim. A essa altura eu estava completamente molhada, ansiando por cada toque dele. Levantando mais o meu vestido, Alaric encarou a caIcinha vermelha de renda e se aproximou, distribuindo beijos por cima do pano. Muito devagar, como se quisesse me torturar, ele afastou o tecido rendado para o lado, o loiro me encarou antes de, por fim, me provar e fazer eu me deliciar com a sensação de ter sua língua lambendo lentamente meu ponto de praze.r. Sua língua percorria meu cIitóris devagar, me fazendo gemer. Me livrei da calcinha e Alaric suspendeu minha perna, apoiando-a no seu ombro. Com uma mão, ele revesava entre apaIpar minha coxa e nádega, com a outra ele deslizou delicadamente um de seus dedos e penetrou na minha entrada molhada, movimentando-os de forma lenta e dolorosa. Dolorosamente bom. Tão lentamente quanto os introduziu dentro de mim, Alaric os retirou e eu gemi em protesto. Ele também parou os movimentos com a língua e se levantou, ficando próximo a mim. — Alaric... — gemi manhosa e ele me beijou, após, aproximou sua boca do meu ouvido e sussurrou: — Minha doce Abigail... Vamos para um lugar melhor do que aqui. Quero você disposta na minha cama para eu te comer da forma que desejar, quero você te f.oder de quatro e bater nessa sua b.unda até eu me cansar e quero você em cima de mim para eu me deliciar a visão dos seus p****s balançando, não acho que vá conseguir tudo isso aqui nesse banheiro. Ele segurou meu rosto, mantendo o polegar nos meus lábios e acariciando meu pescoço. Alaric se aproximou novamente e mordeu o lóbulo da minha orelha e, por deus, eu havia gozado só com aquelas palavras.
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