bc

O Dono do Morro

book_age18+
0
FOLLOW
1K
READ
one-night stand
friends to lovers
kickass heroine
drama
like
intro-logo
Blurb

O Dono do AlemãoNo Complexo do Alemão, Íris é conhecida por não baixar a cabeça para ninguém. Morena, dona de si e acompanhada de suas inseparáveis amigas, ela vive o morro com liberdade e atitude. Já VT, o dono absoluto do território, é respeitado e temido por todos, acostumado a ter tudo sob seu comando.Quando seus caminhos se cruzam em um baile de funk, a atração entre os dois é imediata e perigosa. Ele, que nunca encontrou alguém que o encarasse de igual para igual; ela, que não teme o poder dele. Entre olhares intensos, tensão e a lealdade inabalável das amigas, Íris e VT descobrem que no morro, o maior risco pode não ser o crime, mas sim se apaixonar por quem manda nele.

chap-preview
Free preview
Capítulo 2: O Vestido Vermelho e a Lição da Tia
O espelho de corpo inteiro da loja da Tia Célia não mentia. E, sinceramente, eu também não conseguia tirar os olhos do meu reflexo. Entre todas as peças que Samantha, Sara e Luana jogaram nos meus braços, um vestido chamava atenção especial. Era vermelho. Um vermelho sangue, vibrante, que parecia pulsar contra a minha pele morena. As mangas eram longas, justas, cobrindo meus braços até os pulsos, mas as costas... ah, as costas eram totalmente nuas. O tecido abraçava cada curva do meu corpo, desenhando o peito, afunilando na cintura e descendo sobre a b***a como se tivesse sido costurado sob medida para mim. — É esse — disse Samantha, cruzando os braços e sorrindo com aprovação. — Sem dúvida. Sara assentiu, admirando o caimento. — Fica perfeito em você, Iris. Destaca suas costas. Luana deu uma voltinha ao meu redor, analisando como uma crítica de moda. — Vai parar o baile. Literalmente. Eu mordi o lábio, tentando esconder o sorriso de satisfação. Gostei. Gostei muito. Mas aí a realidade bateu: a etiqueta de preço. Eu estava lisa. Zero reais na conta. Suspirei, tirando o vestido com cuidado, como se fosse feito de vidro, e fui até o balcão onde a Tia Célia organizava algumas caixas. As meninas vieram atrás de mim, carregando pilhas de roupas que elas também tinham escolhido. — Tia Célia... — comecei, coçando a nuca, meio sem jeito. — Eu... eu queria levar esse vestido aqui. E as meninas também pegaram umas coisas. Ela levantou os olhos, ajustando os óculos na ponta do nariz. Olhou para o vestido vermelho na minha mão, depois para as amigas, e finalmente para mim. Conhecia aquele olhar. Era o olhar de quem sabe tudo antes de você falar. — Quanto tá? — perguntei, já preparando o discurso de "depois eu te pago". Tia Célia suspirou, largando a caixa que segurava. — Iris, minha filha... você acha que eu nasci ontem? As meninas deram risadinhas abafadas. Eu corou levemente. — É que... é que agora eu tô sem dinheiro — admiti, baixando a voz. — Mas juro que semana que vem, quando eu receber o extra do trabalho, eu te pago tudo. Cada centavo. Ela me olhou por cima dos óculos, séria por um segundo, e então abriu um sorriso largo, daqueles que enchem o rosto de rugas de alegria. — Ai, menina... Deixa de bobagem. Pode pegar o que você quiser. Leva esse vestido, leva dois se quiser. Arregalei os olhos. — Sério, tia? — Sério. Mas tem uma condição — ela disse, apontando o dedo indicador para mim, num gesto de advertência carinhosa, mas firme. — Você vai se cuidar, tá ouvindo? E se for ficar com alguém nesse baile... usa camisinha. Não quero neto antes da hora, nem doença pra estragar sua vida. O silêncio durou meio segundo. Então, explodimos. Samantha riu alto, dando uma cotovelada em Sara. Luana cobriu a boca, tentando segurar a gargalhada. Até eu dei uma risada nervosa, balançando a cabeça. — Calma, tia! — exclamei, ainda rindo. — Eu vou só me divertir! Tomar uma cerveja gelada, dançar funk com as minhas amigas... Não vou ficar com ninguém, pode deixar. Sou focada na diversão, não no romance. Tia Célia me olhou de cima a baixo, com aquela expressão de quem não compra minha história nem a p*u. — Sei... — ela disse, lenta e deliberadamente. — Vocês meninas não sabem mentir. No meu tempo, eu dava mais trabalho pra minha mãe do que vocês imaginam. Achavam que eu não via nada? Eu via tudo. E olha onde estou eu: dona do meu próprio negócio. As meninas continuavam rindo, achando graça da comparação. Sara limpava uma lágrima de tanto rir. — Tá bom, minha filha — disse Tia Célia, mudando o tom para algo mais suave. — Eu vou resolver umas coisas lá no estoque, pode ficar à vontade aqui. Experimentem tudo, vejam o que combina. E aproveitem, hein? A juventude passa rápido. Ela desapareceu pelos fundos da loja, deixando nós quatro sozinhas no meio das araras coloridas. Samantha, Sara e Luana não perderam tempo. Começaram a separar roupas para elas também. Samantha escolheu um conjunto preto justo que destacava seus olhos azuis. Sara pegou um vestido longo e elegante que valorizava sua pele n***a e seus cachos. Luana foi de um shortinho jeans e uma blusa cropped que mostrava toda a sua barriga tanquinho. Enquanto elas provavam algumas peças no provador improvisado, eu fiquei parada, segurando o vestido vermelho, pensando no próximo passo. Virei-me para elas, que saíam dos provadores já parcialmente arrumadas ou segurando suas escolhas. — E aí? Em qual das casas a gente vai se arrumar? — perguntei. — Minha mãe tá em casa, não rola. Samantha terminou de abotoar sua calça e olhou para nós, triunfante. — Olhei, meninas! Eu falei que ela ia se render! — disse ela, apontando para mim. — A Iris gostou da nossa ideia de ir pro baile. Admita, Iris. Você tá animada. Revireiei os olhos, mas não consegui esconder o sorriso. — Claro que eu tô animada! Com vocês quase colocando uma arma na minha cabeça pra eu ir, lógico que eu tenho que ir, né? Nem doida de levar um tiro de vocês. Luana riu, jogando o cabelo preto para trás. — Então tá decidido. Vamos na minha casa. É mais espaçoso, tem um espelho melhor e minha mãe não tá. Lá a gente se arruma com calma, faz aquele cabelo, aquela maquiagem... — Para ficar mais gata do que já somos? — completou Sara, piscando. — Exatamente — confirmou Luana. — Bora? O baile começa às nove, e a gente precisa brilhar. Peguei minhas sacolas, o coração batendo um pouco mais forte. Não era só pelo vestido novo. Era pela expectativa. Pelo som do funk que já começava a ecoar distante nas ruas do morro. E, quem sabe, pelo simples fato de que, naquela noite, eu não seria apenas a Íris que trabalha e estuda. Seria a Íris de vestido vermelho, costas nuas e cabeça erguida. Oi meus Amores, tudo bem com vocês, espero que sim, estou soltando os capítulos aí pra vocês espero que goste comente muito muito muito pra eu poder soltar mais e espero que vocês gostem.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

A ESCURIDÃO (aob)(intersexual)

read
2.2K
bc

Insaciable

read
7.6K
bc

Encontro

read
1.1K
bc

Blue Jeans (larry stylinson)

read
1K
bc

meu mundo

read
1.4K
bc

MIAMI BEACH

read
5.3K
bc

A QUÍMICA PERFEITA (AMOR NA ROCINHA).

read
8.2K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook