— Quero que entenda bem a situação em que estamos — falei para Mia após servir nossa taça de vinho. Ainda estávamos no carro. Tomei cuidado de dirigir ao meio do deserto; com as janelas fechadas, quaisquer problemas poderiam ser rapidamente resolvidos. — Sei que tudo é muito perigoso. Você vive em um mundo muito mais difícil do que jamais entenderei. — Mia bebeu um pequeno gole após a fala. — Não quero guerrear com os seus. Desde a queda do seu pai, uma terrível pecha caiu sobre os Bianchi e eu odiaria caçar rapazes que muito fizeram para se provar leais. — E-eu… não tenho como ajudar, eu acho — lamentou. — Não… você tem como ajudar e só preciso que tenha coragem. — Acariciei seu rosto e a impedi de abaixar a cabeça. — Não só coragem, mas vontade de salvar os rapazes… — Se eu puder,

