Ciente de sua condição, eu já tinha uma explicação para sua pele arrepiada e as fortes vezes em que arfava; mas, ela não me impediu de continuar o beijo, de intensificar. Sendo o mais experiente entre nós, me impedi de avançar demais, sendo sucinto nas carícias e me limitando a poucos lugares, como seu rosto, seus braços, seus cabelos… Daquele ponto em diante na noite, fomos, na melhor das palavras, um casal adolescente. A adrenalina corria rápido em resposta a fazermos algo tão proibido. A libido incendiou como nos dias em que, aos catorze ou quinze, eu buscava satisfação para a loucura hormonal. — Isso é muito errado! — Ela lamentou hora ou outra. — Eu sei! — arfei sempre que a respondi. Num pequeno deslize, pousei a mão em sua cintura e ela ergueu a cabeça com os olhos fechados; a

