Capítulo 6

1148 Words
P.O.V Natalie Ela só estava fazendo carinho na minha nuca como se fosse a coisa mais normal entre nós atualmente mas todo meu corpo estava paralisado temendo reagir a aquele toque e ela acabar se afastando ou algo do tipo. Não sei quando me tornei tão carente aos seus toques a ponto de ficar tão feliz quando a mínima demonstração de carinho acontecia, mas eu estava, e sequer sabia disfarçar. Ela queria uma cama. Um hotel. Ela disse isso de modo provocante, mas talvez só esteja cansada e queira dormir, isso, dormir, ela não quer nada comigo. Apertei minhas coxas uma na outra sentindo um leve desconforto, o fato de tê-la arranhando minha nuca dificultava minha mente a pensar o contrário. - Talvez se você dirigir mais rápido, nós chegaremos logo a um hotel. - não sei por que mas tudo o que ela falava parecia bem excitante. Tentei relaxar sobre o banco para poder aumentar a velocidade, mas eu ainda temia capotar com o carro se ela continuasse me tocando daquela maneira. - Vamos ser honestas aqui. - falei rapidamente num só fôlego para não me arrepender e mudar de idéia. - Você quer dormir comigo não é!? - a olhei rapidamente notando que ela havia empalidecido. - Digo.. fazer amor! - tentei consertar mas ela continuava pálida. - É que assim.. você praticamente beijou minha orelha e está fazendo carinho na minha nuca, coisa que só fazia quando queria algo, especificamente coisas bem selvagens, e sempre foi um sinal bem claro sabe porque.. - Natalie! - ela me repreendeu brava interrompendo minha divagação, ainda bem pois eu temia nunca mais parar de falar. - Tem um lugar ali a frente. - Certo. - me limitei a dizer temendo aborrecê-la mais ainda. Um dos fatos de quase nunca conseguimos chegar aos finalmente é que eu ficava tão empolgada e nervosa que sem querer dava um jeito de estragar o clima, como havia acabado de fazer. - Amanhã cedo voltamos para a estrada, falta pouco para Boston. - assenti com a cabeça tristemente, não dá para disfarçar a tristeza que sinto por ter estragado tudo. A Liv está tentando fazer nosso casamento dar certo e aqui estou eu a frustrando. Tudo bem que eu achei que começariamos com uma conversa sobre sentimentos, mas começar com sexo não tem problema algum. - Por que você continua aí? - ela murmurou abrindo a porta do carro. - Vamos logo! - seu tom rude e o modo grosseiro como fechou a porta do carro só confirmava que ela havia voltado a ser a hostil Olívia novamente. Droga! Ela deve estar chateada comigo por ter interrompido seus grandes planos de sexo, preciso compensá-la! - Liv! - a chamei assim que desci do carro o desligando logo em seguida. - Você poderia escolher o que vamos jantar. - Não seja estúpida, esse lugar não deve ter nada decente. - ela realmente estava muito brava comigo. Adentramos o lugar em silêncio, como se fosse algo comum ela apenas pegou uma chave na mão de um senhor roliço de bigode espesso e apontou para mim que permaneci parada na porta de entrada. - Boa noite mocinha. - ele sorriu gentilmente batendo no balcão como se dissesse para que eu me aproximasse. - Você irritou a patroa? - Nós estamos em processo de divórcio, então ela não é minha patroa. - murmurei coçando a nuca desajeitada, ainda era estranho explicar aquele tipo de coisa. - Presumo então que vai querer um quarto bem longe do dela. - neguei rapidamente o deixando mais confuso ainda. - Vamos passar a noite juntas.. - ele assentiu um pouco chocado. - para fazer coisas. - pareceu necessário acrescentar aquela informação mas acho que o deixou chocado. - Tá bem minha jovem, tentar salvar o casamento é uma boa idéia. - assenti a cabeça sorrindo esperançosa. - Vocês parecem ser um belo casal apesar da cara feia dela. - O senhor poderia me arranjar algo bom para comer? - ele negou suavemente. - Eu pago a mais se me arrumar algo. - Vou providenciar algo digno de salvação de casamento. - sorri em agradecimento me distanciando do balcão rumo ao quarto. - Para salvar o meu tem que ser algo muito poderoso. - murmurei baixinho para mim mesma enquanto procurava a porta com o número do quarto. Abri a porta lentamente colocando só a cabeça para dentro me certificando de que era o quarto certo, assim que avistei a Olívia sentada na cama de costas para a porta sorri, mas como ela falava baixinho no telefone resolvi espiar a conversa. - ...Oliver eu tentei seduzir ela, fiz de tudo, praticamente encostei na boca dela e a estúpida começou a divagar, acabei perdendo a paciência. - franzi o cenho ao ver o quanto ela estava brava. - Eu sei que tenho que manter o plano, mas não dá, as vezes quero matá-la e enterrar numa cova rasa. - ela ficou quieta por um bom tempo apenas fazendo sons nasalados e resmungos baixinhos. - Sexo, sim sei. - adentrei um pouco mais no quarto já que ela havia começado a falar baixo e eu não estava mais entendendo o que ela dizia. - Vou manter o plano. - ela se levantou da cama rapidamente e numa tentativa falha de recuar em silêncio acabei batendo o ombro na parede atraindo seu olhar. - Vou desligar Oliver, boa noite. Ela me analisou por uns segundos antes de dar de ombros e entrar no banheiro, suspirei aliviada entrando no quarto. Sentei-me na cama tentando clarear as idéias, talvez conversar com alguém seja bom. "Natalie: Acho que a Olívia tem um plano pra salvar nosso casamento e envolve sexo." Olhei a porta do banheiro me perguntando quanto tempo ela levaria lá dentro. "Valerie: Como irmã dela, acho que deve ser isso mesmo, Oliver me contou que ela estava fazendo safadezas no banheiro chamando seu nome." Me senti mais esperançosa ainda com a mensagem da Valerie. "Valerie: Se eu fosse você bolava um plano para conquistá-la, sabe que ela não resiste a você, logo desistirá do divórcio." Bloqueei o celular imediatamente tomada por uma sensação de alegria e euforia, eu precisava provar para a Olívia que havia mudado e que valia a pena ficar comigo. Eu não precisava de um plano agora, só precisava amá-la. Abrindo rapidamente a porta do banheiro a vi pular no box tentando agarrar algo para se cobrir, observei cada pedacinho do seu corpo nu sentindo um desejo descomunal crescer dentro de mim. - O que você pensa que tá fazendo aqui Natalie? - ela gritou tapando partes de seu corpo com o braço, quebrei a distância entre nós segurando-a pelo braço para trazê-la para mais perto do meu corpo. - Eu estou aqui para te tornar minha. - murmurei baixinho próximo ao seu rosto sentindo-a estremecer. Exatamente o efeito que eu queria causar!
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