A trilha do crime

2959 Words
Luana narrando- resolvi seguir a caminhada do meu amor, não sei ele ia gostar disso, se alguma vez ele pensou que eu tomaria essa decisão, ou se ficaria chateado por eu ter feito assim, o minhoca me ajudou em tudo, para os trafica aqui da quadra foi difícil no começo, já que por eu ser mulher ou por ser a viuva coitada eu atraio a maior clientela e vendi quase todo o estoque de d***a guardado. Minhoca- e ai pavão, a d***a tá quase acabando é hora de trombar o falcão. Luana- falcão? Eu vi esse nome várias vezes na agenda. Minhoca- é o nosso fornecedor, pegamos a pura com ele , pagamos caro, más a qualidade conta para os negócios. Luana- vai lá minhoca faz a ponte. Minhoca- vou colar com você, más você precisa se pronunciar , dá a voz que vai seguir os negócios no lugar do Glock. Luana- tá bom amanhã quando eu chegar da faculdade vamos lá. Minhoca- de boa prepara o malote com o dinheiro, que vamos trazer muito para abastecer as bocas da 36, 34, 12 e 10 que já tão sem nada. Luana- tá bom, obrigada minhoca pela força. Minhoca- relaxa tamo ai pra isso. O minhoca não fala de outra coisa comigo, só negócios, sei pouco da vida dele, quase nada, ele sabe alguma coisa da morte do Glock, más eu ainda não tô pronta para saber o que ele sabe. Ele saiu e eu fui contar o dinheiro para levar amanhã. Daniel- mamãe, o tio Duran tá chamando. Tranquei o quarto da d***a, e fui receber o Duran. Luana- entra ai Duran. Ele entrou. Duran- e aê como tá as coisa? Luana- indo, daquele jeito. Duran- assumiu a caminhada do mano e tá só decolando. Luana- preciso manter essa casa, pelo menos até eu me formar. Faço química na UNB universidade de Brasília, e faltam três semestres para me formar, o Glock sempre me incentivou a continuar mesmo com as crianças . Duran- é isso ai , vim levar uma idéia contigo. Luana- fala ai. Duran- geral tá falando que você tá de caso com o minhoca que até mesmo antes do glock morrer vocês ja tinham um rolo. Eu ri. Luana- acho que o Glock então é que tinha um caso com ele, se liga, ele tá me ajudando com a firma, como sempre fez com o Glock e eu não tô nem ai para Zé povinho nenhum, quero que mordam a lingua. Duran- eu sabia que essa história era caô. Luana- não boto fé , que você sabendo da minha história e sendo amigo do Glock veio fazer esse confere. Duran- calma pô, só vim esplanar o assunto. Luana- tô vendo. Dura- 2 meses de caminhada e já tá na marra de bandido, sucessora de fé que o Glock confiou. Luana- não tô entendendo o rumo do papo Duran. Ele estava me deixando irritada. Duran- tô te elogiando mulher, para de ser sismada, porque não veio falar comigo para te ajudar na caminhada? Luana- a caminhada é do Glock e você não fazia parte dela . Duran- porque faço parte da minha, más podemos ser sócios. Luana- vou falar com o minhoca. Duran- minhoca é trouxa, vai morrer avião. Luana- ele é gerente e sempre foi desde quando o glock tava vivo. Duran- caô! Ele que te falou essa mentira? Luana- não, foi o Glock. Duran- essa é nova para mim. Luana- más já tem anos que ele tá na gerência. Duran- então vê com ele o aval, e me fala, se precisar conversar também é só me chamar. Ele passou a mão na minha. Luana- tá bom. Levei ele até o portao, beijou meu rosto e virou para beijar minha boca, eu esquivei. Duran- foi m*l. Luana- não confunde as coisas Duran. Ele saiu sorrindo. Era só o que me faltava. Terminei de contar o dinheiro, separei no malote. Tomei banho, contratei uma babá para me ajudar com os gêmeos, jantamos e eles dormiram. As noites de tristeza deram lugar a saudade e as vezes ela é sufocante, resolvi sair e ficar na praça, sentei no banco de frente para a quadra vazia, uma carro parou atrás de mim. Xxx- e aí? Tem verde? Luana- não vendo, vê com os caras ai. Xxx- ninguém tem. Eu também não, vi meus aviões na esquina, más só tem **, tá r**m para pegar maconha. Luana- eu não vendo d***a moço. Ele desceu do carro, eu me assustei, sentou do meu lado. Luana - é serio eu não vendo, não tem. Xxx- eu entendi, eu queria fugir sabe dessa montanha de sentimentos. Ele não tem cara de que fuma maconha, pensei é polícia esse cara, vou botar ele para fumar maconha e tirar para esparro. Luana- as vezes a realidade é dura, tenho um baseado meu, eu fumo, você quer? Xxx- quero. Entrei em casa , abri uma caixinha do Glock com uns cigarros prontos, peguei um , voltei e dei para ele. Luana- ai pode fumar. Xxx- você não quer? Luana- não acabei de fumar um, tô de boa. Eu não fumo, ele ascendeu, puxou , prensou e soltou, fumar ele sabe, más tem muito cana que fuma até pedra. Xxx- foi m*l, más é que perdi minha filha. Ele puxou o celular mostrou a foto de uma adolescente muito bonita, parecida com ele. Luana- linda ela, o que aconteceu? Xxx- acidente de carro, o namorado bêbado bateu contra o poste, um carro com cinco pessoas só ela morreu, é injusto isso. Luana- sinto muito. Ele continuou fumando em silêncio olhando a foto dela, até acabar o baseado. Xxx- meu nome é Douglas, o da minha filha era Soraya, filha unica, minha mulher me largou quando ela morreu, me culpou porquê deixei ela ir para a festa com o namorado, sendo que eu já me culpo todos os dias por isso. Luana- muito triste, espero que você consiga superar isso tudo. Falei para ele palavras que falei para a mim mesma, em vão. Douglas- quanto eu te devo? Luana- eu não vendo drogas moço. Douglas- então valeu pelo baseado, vai me ajudar a dormir. Luana- vai com Deus. Ele entrou no carro . Douglas- posso voltar aqui? Luana- aparece. Ele sorriu e foi embora. O minhoca sentou do meu lado. Minhoca- e esse bixo ai? Luana- querendo maconha. Minhoca- ele é polícia, veio bicar. Luana- como você sabe? Minhoca- cara de polícia, carro de polícia, marra de Polícia. Luana- é nada, fumou maconha, falou da filha que morreu , mostrou foto, falou que volta. Minhoca- Polícia é mais ator que galã de novela. Luana- se for deu r**m porque as nossas câmeras pegou ele fumando, e saiu sem saber de nada. Minhoca- se liga que esse tipo é traiçoeiro, vou puxar a placa e saber de qual é a desse doido. Luana- de boa, minhoca você namora? Tem filho? Mulher. Minhoca- qual foi pavão, tá querendo puxar minha ficha? Luana- só para saber mesmo minhoca. Minhoca- a resposta para as três perguntas é não, más alguma? O Minhoca é bonito, misterioso demais, e charmoso demais também é muito burocrático, não pensei na maldade, apenas para vocês saberem das características dele, meu coração não tem lugar para outro amor, o amor que sinto pelo Glock é tão grande que ocupa todo o meu coração. Luana- não nenhuma pergunta, foi m*l. Minhoca- falô, amanhã nós vamos naquela missão. Luana- tá! Boa noite. Peguei o celular olhando foto de nós dois, eu e o Glock, os gêmeos, éramos tão felizes , tínhamos um ao outro e isso era o bastante, agora é só eu e eles. Não tem como saber quando será o ultimo sorriso, o último abraço, o último beijo, o ultimo suspiro , a vida é um dia de sol, a morte uma tempestade que deixa o dia escuro, pior do que o adeus para a morte, é conviver com a raiva e com ódio de ter sido forçada a isso, ele foi arrancado de mim pelas mãos de alguém que um dia vai pagar pelos meus dias de tempestade. A madrugada já estava congelante ,voltei para casa tomei um remédio e dormi, acordei cedo dei um beijo nas crianças e sai para a faculdade, tem dias que acordar parece impossível, e seguir em frente parece ser difícil, más luto pelos meus filhos que precisam de mim. A aula seguiu normal , apesar de não conseguir me concentrar eu fico até o final, na saída peguei o carro , fui para casa almocei com as crianças peguei o malote e a pistola, nem troquei de roupa , passei na casa do minhoca que entrou na carro , nem um oi falou, foi logo passando o roteiro. Minhoca- o falcão é folgado, cheio de marra, tú vai segurar tua onda, explicar o proceder e nós sai fora, se ligou? Luana- me liguei, más... Minhoca- más nada, deu a letra, pagou , pegou e saiu. Ele hoje parece mais sério do que os outros dias. Luana- o Duran foi lá em casa com umas idéias de que o povo ta falando que eu e você estamos juntos. Minhoca- Duran fala demais, o povo fala demais. Luana- eu sei cortei ele, e veio com um papo que quer ser sócio na firma. Minhoca- o Duran vende porcaria, maconha maiada, cocaína misturada com aspirina, e já somou muito inimigo por isso, o Glock não confiava nele para trabalhar com nós, deixa ele na dele, quanto mais distante melhor. Luana- foi o que eu pensei. Aconteceu alguma coisa você parece triste. Minhoca- nada, tô de boa. Mesmo se tiver acontecendo ele não vai falar, chegamos, uma oficina mecânica maqueia o principal negócio do falcao , drogas, entramos, uma casa comum. Xxx- o chefe ta esperando vocês lá em baixo. Em baixo? Tem três andares, más subsolo eu achei que não teria, uma porta abriu para um elevador secreto com um botão apenas, parece um caixote, descemos, olhei para o minhoca assustada, ele ficou de cabeça baixa. A porta do elevador abriu, um pátio enorme com vários tabletes de d***a, muita d***a, segui o minhoca até uma mesa no fundo, onde estava sentado um homem de uns quarenta e tantos anos, cabelos grisalhos , musculoso, moreno, tudo nele brilha, cordão, pulseiras, relógio e uma pistola de ouro sobre a mesa. Falcão- então você é a pavão , viuva do glock? Estendi a mão, ele beijou. Pavão- sou eu mesma. Falcão- Falcão e pavão até rima, encantado com a sua beleza. Minhoca- e ai chefe, vamos aos negócios que o movimento ta parado. Falcão- calma minhoca, tá estressado?ou é ciumes? O minhoca não respondeu. Pavão- o minhoca tem razão. Falcão- vai seguir na caminhada mesmo ? Peito para isso você tem. Ele olhou para os meus p****s. Pavão- do mesmo jeito que você tem bolas. Falcão- marrenta gostei! Marra não me assusta me seduz. Pavão- vai entregar a mercadoria e pegar a grana ou podemos ir embora? Ele riu, enquanto o minhoca tava vermelho com as sobrancelhas arqueadas, dava para sentir a raiva dele. Falcão- eu tenho a melhor se eu não entregar você quebra sua firma, eu só vendo se eu quiser. Pavão- e ai vai vender ou não? Eu busco na Colômbia se for preciso. Minhoca- leva a m*l não, ela tá começando agora. Falcão- deixa o malote ai , a carga tá separada só subir e abastecer. Pavão- foi ótimo fazer negócios com você. Falcão- sabe porque fechei com você, porquê quero te ver novo e sei que você seria mesmo capaz de buscar na Colômbia, bem vinda ao crime e se souber quem apagou o glock e precisar de um fortalecimento pode contar comigo, ele era meu camarada,fiquei m*l por ele. Pavão- valeu! Subiram com a carga, abasteceram o carro assoalho com fundo falso, nos forros da porta, teto, porta malas com fundo falso, muita d***a pura. Minhoca- não fez nada do que eu falei e quase deu m***a. Luana- cara folgado! Minhoca- ele seleciona os clientes dele e se nós perde o fornecimento dele acabou a moral. Luana- ainda vou sentar naquela cadeira. Minhoca- freia esse teu pensamento aí. Luana- eu tô zuando . Saímos com o carro carregado e pesado, chegamos na quebrada, os aviões descarregaram na minha casa. Luana- minhoca não seria mais seguro colocar essa mercadoria em outro lugar? Alugar uma casa. Minhoca- temos uma casa, más essa d***a vai girar rápido as bocas são aqui perto é mais fácil para abastecer. Luana- soh! Você puxou a placa do carro de ontem sabe alguma coisa do cara? Minhoca- é um tal de Douglas, parece que não é cana, más não dá para ter certeza, então cuidado. Luana- blz. Minhoca- vou sair fora, os cara vai vim buscar os abastecimento das bocas é só despachar. Luana- fica! Falei segurando o braço dele. Minhoca- eu tenho que resolver uma parada lá em casa. Ele saiu sem me olhar, eu só queria que ele fosse meu amigo, acho que ele me entende, eu tinha umas amigas más depois da morte do Glock elas não apareceram mais, na faculdade as pessoas se restrigem a falar comigo apenas sobre os estudos, amizade não me fazia falta porquê eu era casada com o meu melhor amigo e isso me bastava, más agora sinto falta de alguém para compartilhar esse tanto de sentimentos. Domingo se tornou o pior dia da semana para mim, de manhã levei as crianças para o parquinho na pracinha, sentei no banquinho e fiquei observando elas bricarem, o Duran sentou do meu lado. Duran- e ai pavão, os cara do futebol vai fazer um jogo no campo da 28 em homenagem ao Glock, seria bom você colar lá, vai ser bonito. Tinha umas mensagens no meu celular más nem dei atenção. Eu nao quero ir e reviver todo aquele dia, olhar para o campo e não ver ele jogar. Luana- vou tentar aparecer por lá. Duran- se quiser eu te levo. Luana- não precisa se incomodar. Ele saiu meio contrariado. Alguma coisa está me dizendo que eu tenho que ir, vai ser bonito ver ele sendo homenageado. Chamei o minhoca que estava na esquina. Minhoca- qual foi? Luana- vamos no jogo em homenagem ao Glock? Minhoca- pô me tira dessa ai, não gosto de futebol. Luana- eu tô mandando , minhoca eu não mordo, parece que tem medo de ficar perto de mim. Minhoca- tenho medo não. Luana- eu só queria que você fosse meu amigo. Ele sentou do meu lado. Minhoca- você não quer não, eu tenho muitos problemas , não tenho tempo para trocar idéia é melhor ficar do jeito que tá. Luana- deixa pra lá, é que estou me sentindo sozinha, más eu aguento. Minhoca- tá eu vou no jogo com você. Ele pegou as crianças eu limpei elas . Luana- quero ir andando. Fomos caminhando ele com a Daniela eu com o Daniel , as pessoas nos olhavam e comentavam alguma coisa entre elas que não dava para entender más eu podia imaginar. As pessoas vestiam a camiseta branca com a foto do Glock sua data de Nascimento, a data da partida e o trecho de um rap. " Eu gosto de pensar que a luz do sol vai iluminar o meu amanhecer" Chegamos no campo, as pessoas falam comigo com pena, comentam momentos com ele, e que ele faz falta, o minhoca se afastou com as crianças deixando elas correrem em volta do campo. Duran- me dispensou para vim com o namoradinho? Luana- vai se ferrar! Duran- tô zuando pô, cadê a camisa do Glock só você que está sem . Luana- eu não preciso de camiseta para lembrar do dia do aniversário dele e nem da morte, e muito menos para lembrar do rosto dele, tá tudo guardado aqui, no meu coração. O jogo começou, sentei com o minhoca , é estranho não ver o meu amor aqui, más uma raiva incontrolável pecorreu meu peito. Luana- no dia que ele morreu, você tava aqui no jogo? Minhoca- tava, ele tinha pedido para eu trazer dois kilos de ** e uma pistola. Luana- você viu? Os tiros? Tava na hora? Minhoca- tava, más não sei quem foi, tava de capacete espelhado, todo de preto, chegou na moto, chamou o Glock ele olhou e o cara atirou. Luana- eu sei que você suspeita de alguém, ele tinha desafetos? Porque ele nunca me falou. Minhoca- ele não tinha inimigo, mas tinha amigos demais , e nessa roda pode tá quem fez isso com ele. Luana- más porque? Minhoca- disputa pelas bocas, ele tava pegando mais cinco bocas na samambaia. Luana- quem é o dono dessas bocas? Minhoca- o filé, más não acho que foi ele, acho que foi alguém que quer as bocas também, alguém de perto, alguém que pode está vestindo essa camisa ai com a foto dele, que chorou no enterro e tudo. Luana- nada a ver minhoca, acho que foi esse filé. Minhoca- o filé ia entregar as bocas para ele, ia pegar uma ponta e ficar de boa, foi alguém daqui. Custo acreditar que foi alguém daqui, todo mundo que tá aqui andava na minha casa, comia na minha casa, brincava com meus filhos, não pode ser alguém daqui. Luana- chegou a hora minhoca, vamos atrás desse desgraçado eu preciso cumprir minha promessa. Minhoca- demorou! Luana - vamos embora não quero mais ficar nesse jogo. Ele levou a Dani no colo que estava dormindo e eu o Daniel. Eita que ela tá decolando, e já encontrou com uns perreco, Falcão, Douglas será que é polícia e quer puxar o tapete? Duran não tá pela ordem, minhoca é dificil de amizade, más será que ele vai ceder já que vão começar o plano de vingança?
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