Helena
— Não pode ser?
Abaixei rapidamente a cortina e me afastei me deitando na cama e me cobrindo, fingindo dormir fiquei o mais quieta possível até que eu escutei a porta abrindo e fechando e ele estava no quarto eu tinha certeza disso.
— Você pensa que eu não sei quando você está acordada ou dormindo Helena?
Ele puxou o edredom da cama e eu tremi involuntariamente sua mão segurou minha perna eu estava com um pijama comprido, mas mesmo assim me senti m*l com o seu toque.
— Me contaram suas aventuras pela casa.
Eu endureci nessas palavras será que o irmão dele falou, continuei em silêncio, mas sua mão começou a apertar minha perna até o ponto de dor e eu abri os olhos.
— Sabia que você estava acordada agora me diga o que a minha mulher fazia na cozinha com meu irmão eu não sou homem o suficiente para você?
Sua mão desceu apertado sobre o meu braço e ele me puxou para a poucos centímetros do seu rosto seus olhos estavam vermelhos de raiva e fui puxada para sua boca sendo beijada ao ponto de dor e sabia que ele feriu meus lábios.
— Você é minha se afaste de Adrian ou eu te juro que você receberá o que merece.
Fui empurrada sobre a cabeceira da cama batendo as costas com tudo ele me pressionou e eu o olhei em pavor.
— Não se preocupe não quero esse seu corpo magrelo tenho quem eu quero na minha cama as mais belas mulheres você não é nada comparado a elas, agora se afaste de mim você me dá nojo Helena.
Eu me levantei devagar e uma dor absurda me veio nas costas, mas não fiz nenhum som eu sabia que chorar e implorar só o deixava com raiva. Alexandre continuou me olhando até que eu estava longe o suficiente para ele sair sem encostar em mim.
— Quando você aprender o seu lugar você poderá receber comida até lá aproveite que tem água para beber.
Ele virou e saiu e trancou a porta me deixando sem comer novamente tentei sentar, mas estremeci lágrimas de raiva surgiram nos meus olhos eu estava começando a confiar nele, mas pelo jeito eu só estava projetando meus próprios desejos o dia passou e como ele havia dito não vi nem sinal de alimento para sair da cama era um martírio qualquer movimento me fazia suspirar tentei dormir e acordei a noite estava caindo quando escutei algo batendo na janela eu me assustei estava a mais de seis metros do chão puxei a cortina e Adrian estava lá subido em uma árvore com algo nas mãos eu não entendo.
Adrian
Helena não apareceu o dia todo e nenhum empregado se quer fez nada para levar algo para ela o que será que aconteceu, Alexandre estava trancado no quarto a maior parte do dia e pela voz alterada de um péssimo humor escutei ele falando sobre me tirar da sua casa custe o que custar, fui para cozinha e preparei um sanduíche e levei até o quarto, mas a maçaneta nem se mexia ela estava trancada no quarto e agora minha vontade era de pôr essa porta a baixo e tirar ela dessa casa, mas eu sabia que eu teria que ver realmente o que tem acontecido e se for a vontade dela eu a tiraria dali sem nem piscar, a algo sobre ela que me chama eu ainda não sei o que é. Sai da casa rodeando tentando achar uma forma de entregar o sanduíche a ela. Vi uma árvore bem de frente a sua janela e era isso a última vez que subi em uma ainda era criança e quebrei o braço em dois lugares, espero não ter a mesma má sorte respirei fundo para pegar coragem, mas não iria desistir agarrei algumas pedras e coloquei no bolso a bolsa com o sanduíche coloquei no pescoço daí era só me impulsionar e bem estava na árvore olhei para baixo um pouco alto, agora era chegar até perto da janela dela me agarrei a árvore com as pernas e tirei a pedrinha acertando a janela sabia que não poderia fazer muito barulho e por sorte ela ouviu de primeira a cortina foi aberta e eu olhei para aqueles olhos verdes.
— Bem oi Helena.
Eu olhei e ela não estava com o semblante tão bom.
— O que aconteceu Helena ele te fez alguma coisa?
— Adrian o que faz aqui? Você não pode ele vai te ver.
Vi o lábio machucado e a mão de Helena no seu lado e não duvidei.
— Se afaste Helena.
— O quê?
Ela teve tempo apenas de afastar um pouco antes que eu pulasse no quarto me levantei e fui recebido pelo olhar de pavor dela.
— Calma Helena eu só quero ajudar.
Ela se afastou e estremeceu e eu não pensei agi puxando seu pijama para cima e inalando de surpresa ela tinha um hematoma gigante nas suas costas num tom de roxo e vermelho toquei com cuidado.
— Helena você tem que ir ao médico suas costelas podem ter quebrado.
— Não Adrian por favor não!será pior logo fico boa não está quebrado eu sei.
Eu estremeci deixando cair seu pijama no lugar.
— Helena olha eu sou advogado eu te retiro daqui te levo para qualquer lugar que você queira para sua família quem sabe.
— Eu não posso isso ficará pior deixe assim por favor.
Eu suspirei.
— Ok, mas pelo menos coma o que eu te trouxe?
— Ta bom eu como, mas depois você tem que sair se ele te pegar aqui nem sei o que ele faria por favor Adrian guarde segredo sobre isso?
— Está bem agora coma eu vou fazer o possível.
Mas eu não sei se eu poderia fazer isso ela não merecia viver assim, mas ela teria que aceitar ajuda ela terminou de comer e eu peguei a bolsa para pular para árvore quando ouvimos os passos chegando perto do quarto Helena me empurrou no closet no meio das roupas e ela voltou para sentar na cama...