Segredo

1594 Words
Eu ouvi os passos pararam em frente a porta logo o barulho da chave e Alexandre entrou no quarto me olhando desconfiado ele caminhou até onde eu estava e puxou meu rosto me olhando nos olhos. — Não gosto dessa expressão parece que você está me escondendo algo. Seus dedos apertam meu rosto e eu tremi na sua mão. — Eu não estou escondendo nada eu juro. Ele me olhou mais atentamente e me empurrou na cama depois começou a andar pelo quarto meu coração começou a bater cada vez mais rápido a medida que ele se aproximava do closet sua mão foi até a porta e ele foi para abrir a porta minha respiração foi para garganta ele iria ver o Adrian e eu sei que Alexandre o mataria ele era capaz de tudo o que eu faço sua mão estava puxando a porta quando por impulso sai em disparada pela porta do quarto fazendo barulho suficiente para Alexandre me seguir e Adrian escapar meu lado me matava enquanto eu corria, mas foi apenas quando eu tinha chegado ao final das escadas eu fui pega. — Me solta Alexandre eu não aguento mais me deixe ir isso não é vida prefiro morrer a continuar vivendo assim. Gritei com toda a força e fui arrastada para o seu quarto e dali sabia que só sairia após ser castigada ele me jogou na cama fechei minhas mãos em punhos. — Você pensa que a vida é sua? Não Helena eu sou seu dono e você só vai sair a hora que me cansar de você assim como jogamos fora o que não nos serve mais você me ouviu. Eu o olhei com raiva sabia que mais dor viria, mas estava cansada, cansada de tudo. — Você é patético um ser humano como você me dá pena. Recebi um, tapa por isso, mas sorri para ele. — Você pode me prender e me bater, mas aqui. Eu bati no meu peito. — Você nunca vai quebrar. Ele me puxou e me beijou a força me tirando sangue. — Isso nós vamos ver Helena, iria até permitir que você comece já que estava se comportando bem, mas suponho que você não precisa realmente disso vamos ver se você não me implora mais cedo ou mais tarde. Ele me empurrou e limpou a boca e saiu do quarto trancando por fora tentei me levantar, mas tudo doía eu consegui na terceira tentativa e cheguei a janela procurando algum sinal dele no pátio, até que eu o vi encostado na casa ele saiu, tomei um suspiro de alívio, mas, ao mesmo tempo tudo somou e eu caí no choro com soluços fortes até quando vou aguentar isso pensei sentei no chão queria estar o mais longe possível da cama de Alexandre abracei meus joelhos e fiquei ali. Leonardo Albuquerque Meu dinheiro estava terminando os últimos reais do montante que Alexandre me deu da última vez e eu precisava fazer uma pequena visita para o meu genro ele não gostaria que sua verdadeira cor fosse descoberta pela seus sócios eu sorri sozinho do Masso de dinheiro que eu ganharia nessa. Já fazia tempo que eu a via a última vez ela nem me olhou no rosto, mas era de se esperar paguei o táxi com meu último dinheiro no bolso até a casa dele e o vi bem na entrada da casa era bom quanto antes melhor. — Eu preciso falar com você Alexandre? A sobrancelha dele se levantou e ele me levou para um dos quartos o acompanhei até lá desconfiado de sua atitude quieta, mas com Alexandre tudo poderia acontecer. — Estamos aqui agora fale? Eu olhei-lhe e sua pose relaxada e resolvi jogar minhas cartas na mesa. — Eu preciso de dinheiro. — Isso não é novidade. — Eu preciso de muito dinheiro pelo menos Quinhentos mil estou endividado. — E o que o faz pensar que vou te dar esse dinheiro? — Eu sei seus segredos Alexandre, sei que você prende minha filha e aqueles hematomas também sei que foi você, imagino que você não gostaria que seus sócios descobrissem o crápula que você é? Vi seu rosto mudando. — Ora! Ora! Ficou corajoso de repente bem você me pegou nessa, mas eu não ando com dinheiro na mão me passe sua conta e eu vou transferir. — E o táxi para voltar? — Ok eu vou transferir esse dinheiro, mas esse será o último que você verá se por acaso vier me ameaçar novamente será um homem morto. Ele me deu algumas notas e eu lhe dei o número da conta peguei o táxi antes que ele mudasse de ideia. Adrian Ele saiu continuei olhando enquanto ele entrava no carro dei sorte do meu irmão não estar em casa nesse momento depois de quase me apanhar no quarto ontem ele a trancou e a machucou eu tinha certeza eu queria pegá-lo e fazer a mesma coisa com ele, mas não eu precisava de provas e o pai de Helena foi a minha sorte ainda bem que ele não descobriu que eu não era Alexandre. E ligar o celular para gravar foi uma saída de mestre agora eu tinha que convencer Helena a fugir comigo essa era a parte mais difícil para vítima sair da situação de risco nunca imaginei que um pai poderia ser tão ordinário como esse apesar que os meus não são flores, mas esse cara era demais. Helena Escutei a porta estalar e comecei a tremer onde estava, mas meu corpo sentia tão cansado que eu não Conseguia me mexer dali, olhei e vi que estava quebrando tentei me arrastar e a porta se abriu com tudo uma mão segurou minha perna e eu gritei. — Sou eu fique calma. Abri os olhos e o reconheci Adrian estava ali. — O que ele fez com você Helena? Suas mãos me tocaram com cuidado e ele me pegou no colo eu dei um suspiro de choque, mas me aconcheguei em seus braços foi a primeira vez que me senti protegida com alguém depois que minha mãe morreu. — Eu vou te tirar daqui Helena confie em mim por favor apenas diga sim e eu vou fazer acontecer? Eu levantei a cabeça do seu peito e olhei-lhe e vi sua sinceridade. -Sim, por favor! Uma lágrima solitária correu pelo meu rosto e ele beijou o meu cabelo. — Descanse eu vou cuidar de tudo. Eu encostei no seu peito e fechei os olhos relaxando e apagando acredito que dormi por um bom tempo, quando acordei estava em outro lugar no primeiro momento me assustei e tentei me afastar da mão que segurava a minha, até que reconheci que era Adrian não sei como, mas eu sei quando é ele tinha um IV no braço e o local era todo branco como um hospital ele se mexeu na cadeira perto da cama e abriu os olhos. — Você acordou? Ele se levantou e me trouxe um pouco de água e um canudo eu bebi amenizando a secura na boca e a garganta. — Quanto tempo eu dormi? — Bem quase dois dias seguidos. — Como se sente? Eu avaliei meu corpo ainda sentia dor, mas era menos que antes. — Melhor. — Que bom! De repente tudo voltou a minha mente e enormidade do que fizemos voltou para mim. -Onde estamos? — Confie em mim, estamos bem longe de Alexandre e você está segura. Até o nome dele me dava arrepios e eu tremi e os braços de Adrian vieram a minha volta. — Fique calma ele nunca vai te machucar novamente eu prometo Helena estamos em outra cidade e só eu conheço esse lugar a única coisa que você tem que se preocupar é em melhorar podemos chamar a polícia e... — Não por favor eles Irão chamá-lo eu sei. — Calma não pense nisso, agora vou chamar o médico para te ver. Adrian saiu do quarto e até o ar ficou mais gelado e eu tremi parece que todo calor vinha dele, alguns minutos depois ele voltou. — Esse é o doutor Gustavo ele está tratando você. Eu olhei para o médico e me encolhi na cama. — Bem vejo que você parece melhor estávamos preocupados já que não tinha acordado ainda, seu noivo nos relatou do assalto você tem duas costelas machucadas não chegou a quebrar, mas você deve ficar em repouso absoluto os demais machucados não são tão graves e logo você estará sem nenhuma marca. Eu olhei para Adrian e não desmenti o tal noivo ou o assalto. — Quando posso sair? — Bem estávamos só esperando você acordar poderá se recuperar em casa se você repousar bastante, alguns exames de rotina também foram feitos, mas só teremos resultado daqui a três dias vou prescrever sua receita e a liberação me deixe tirar esse IV. — Obrigada Doutor. — Venha comigo Adrian vou entregar os papéis da sua noiva. — Helena eu já volto. Adrian segurou minha mão me dando um aperto e saiu e eu suspirei sem saber o que minha vida seria daqui para frente logo ele voltou e eu me vi sorrindo na visão dele e me assustei com o que a mesma imagem pode me dar emoções tão diferentes. — Pronta para ir? Eu respirei fundo uma enfermeira me ajudou a vestir um vestido solto eu olhei a cadeira de rodas e ele me ajudou a sentar nela e me empurrou para fora e para algum lugar que eu ainda não conhecia, mas eu confiava nele.
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