— Onde deixou o seu bebêzinho hein? — ele perguntou, tentando puxar algum assunto, já que viu que ela não puxaria.
— Eu o deixei com a minha tia. — Any respondeu tomando um gole de água.
— É mesmo? — ela assentiu. — E você está gostando de ser mãe? — se aproximando e sentindo seu perfume.
— Muito. — ela sorriu boba ao lembrar-se da carinha de seu filho. — Eu sempre quis ser mãe.
— E isso não atrapalha a sua vida de casada? — ele murmurou, bem baixo, o que deixou Any completamente sem graça.
— Como assim, eu não entendi a pergunta. — deu um sorriso seco.
Joshua já estava se preparando para subir no palco e perdeu a cor quando viu Pedro sentando ao lado de Any.
— Mas que filho da p**a! — ele grunhiu enquanto descia do palco.
— Josh aonde você vai? — Robert perguntou, discretamente. — Já vou começar o discurso.
— Tá papai não seja chato! — ele rolou os olhos. — Eu já volto! — se afastou.
Pedro quando o viu se aproximando, fechou a cara.
— O que está fazendo aqui? — ele perguntou sem humor.
— Estava fazendo companhia à Any. — apontou a garota. — Ela estava sozinha, e como eu também estava resolvi vir pra cá. Algum problema? — abriu um sorriso canalha.
— Claro que tem um problema. Any não precisa da sua companhia. — ele disse, irritado.
— Amor fica calmo. — Any disse, engolindo o seco.
— E você não se mete. — ela se encolheu e ele voltou a olhar Pedro. — Sai fora daqui, que da minha esposa eu cuido muito bem.
— Tudo bem. — Pedro disse estendendo as mãos, em forma de rendição. — Eu só queria ajudar. Tchau Any. — deu um sorrisinho e se afastou.
— O que você fazia conversando com ele? — ele disse, morrendo de ciúmes.
— Nada, ele estava perguntando sobre o bebê. — ela disse, franzindo a sobrancelha. — Não fica irritado amor. — ela levantou e lhe abraçou pelos ombros. — Está com ciúmes?
— Que bobagem, é claro que não. — ele disse irônico. — Só que eu não quero ficar com fama de chifrudo em pleno jantar da empresa do meu pai. — grunhiu.
— Mas eu não sou esse tipo de mulher Joshua. — ela disse, de forma séria. — Eu jamais seria capaz de te trair, pior ainda em público. Eu tenho respeito por mim e por você. — tocou o rosto dele.
Ele a observou e ficou pensativo. Realmente Any jamais seria capaz de traí-lo. Ela não era como as vagabundas que ele era acostumado, por isso Pedro não tinha nenhuma chance.
— Eu sei disso. — ele disse com um sorrisinho de lado.
— Eu te amo. — ela disse e ele lhe deu um beijinho de leve. — Agora vai lá fazer o seu discurso.
— Sim, eu vou. — ele assentiu. — Mas você vem comigo. — ele disse a levando pela mão.
— O que? — ela sorriu enquanto caminhavam. — Vai devagar que eu estou cega.
— Se o Pedro for te procurar vai dar de cara com a parede. — ele riu, fazendo-a rir também.
Estava contente por ver o quanto Joshua podia ser ciumento.
Robert fez um belo discurso acompanhado de Joshua, e em seguida contaram com a apresentação de uma pequena orquestra local. Any estava inquieta, já era quase uma da manhã e estava muito preocupada com David.
— O que você tem Any? — Joshua perguntou entredentes.
— É que eu estou preocupada com o bebê, Josh. — ela disse sacudindo a perna, de forma nervosa. — Quando poderemos ir embora?
Joshua rolou os olhos e tomou um gole de champanhe.
— Não seja paranoica Any. — ele disse negando com a cabeça. — O Júnior já deve estar dormindo há horas.
— Mas mesmo assim Josh. — ela insistia. — Eu não sei... Não acho que minha tia Miranda esteja acertando cuidar dele.
Victória e Robert voltaram e se sentaram ao lado do casal.
— Qual é o problema Any? — o homem perguntou com um leve sorriso.
— Ah... — ela ficou sem graça. — Nada demais Robert, eu só estou preocupada com David e acho que ele deve estar sentindo a minha falta. — murmurou.
— E por que acha isso? — ele ergueu a sobrancelha. — Por acaso não confia em Miranda para cuidar dele?
— Não que eu não confie nela. — ela consertou. — Imagine, não é isso. Acontece que eu seu que a minha tia tem uma paciência bem limitada, e me dá medo que perca a paciência com ele, afinal um recém-nascido é sempre um recém-nascido e precisa de muitos cuidados e...
— Chega Any. — Joshua grunhiu. — É melhor nós irmos embora papai. — ele a olhou e ela sorriu.
— Bom, se Any está preocupada com o bebê acho bem válido você fazer a vontade dela e voltarem para casa. — o homem sorriu orgulhoso.
Joshua fez uma careta escrota dando a entender que para ele pouco importava o que Any queria.
— Está tudo bem por aqui não é? — ele perguntou e Robert assentiu. — Ótimo. — ele soltou o ar, pensando melhor, ele também estava de saco cheio daquele jantar.
Ter que aguentar Lisa com cara de p**a ferida, lhe olhando como um cãozinho abandonado e Pedro secando sua esposa, já estavam lhe irritando profundamente.
— Vamos Any. — ele disse a pegando pelo braço e a ajudando a levantar, já que a criatura não estava enxergando um palmo a frente do nariz.
— Tchau Robert, tchau Victória. — Any se despediu de Victória com dois beijinhos e acenou discretamente para Robert. — Foi um prazer, o jantar estava lindo!
— Obrigado por ter vindo querida. — ele disse. — Espero que tenha gostado.
— Sim eu adorei. — ela concordou com a cabeça. — E nos perdoem por estar saindo assim, mas... — é interrompida pelo sogro.
— Não se preocupe. Nós entendemos você em absoluto.
— Chega de lero, vamos logo Any. — Joshua disse, sem muita paciência.
Any deu meio sorriso e os dois se retiraram do jantar.
— Ei! — Pedro exclamou, vendo os dois caminhando em direção à saída. — Para onde eles vão?
— Acho que já vão embora. — Bailey comentou, olhando na mesma direção.
— Ué, mas sequer se despediram de nós. — Pedro se indignou.
— Você queria o que Pedro? — Bailey rolou os olhos. — Você fica secando a mulher do cara direto. Acha mesmo que ele viria se "despedir" de nós?
— Então isso significa que o grande Beauchamp está com medo de mim. — ele se achou, enquanto abria um sorriso. — Que interessante, não pensei que ele teria medo de perder a mulher pra mim.
— Pedro, eu não aguento mais ouvir você falando da Any. — Bailey repetiu, começando a se irritar. — Sério, troca o disco cara. Olha o tanto de mulher bonita que tem aqui, vai pescar alguma gata e esquece ela.
— E se eu não quiser? — Pedro lhe deu um pedala.
— Aff, você está um saco hoje. — o moreno resmungou, sem humor. — Vou beber mais uma taça e vou dar o fora.
Pedro rolou os olhos e voltou a tomar sua bebida, sem tirar o sorriso do rosto.
¨¨¨¨
Joshua estacionou o carro na frente da casa de Miranda e esperou Any descer.
— O que foi? — ele perguntou, ao ver que ela apenas olhava, e não se mexia.
— Você pode ir lá buscar ele? — ela perguntou e ele rolou os olhos. — É que eu estou sem óculos e estou com medo de cair com ele na escada.
— Tudo bem. — ele suspirou, ela tinha razão, imagina se ela derrubasse o Júnior? — Me espere aqui Any. Eu não demoro.
Ela assentiu com meio sorriso.
Joshua tocou a campainha e logo escutou um choro escandaloso se aproximando da porta. Prendeu o riso e fez uma caretinha, Miranda deveria estar uma fera por ter seu sono perturbado.
A porta se abriu e viu a tia de Any com o bebê no colo. A criança chorava tanto que estava vermelha.
— Ah até que enfim! — ela quase berra. — Seu filho estava a ponto de nos deixar loucas! — colocando o pequeno no colo do pai, que o pegou desajeitadamente. — Porque demoraram?
— Não demoramos. — ele rolou os olhos, arrumando o pequeno em seu colo. — Ora essa Júnior. — ele disse. — Como é que você pode ficar chorando igual uma mariquinha com essas duas beldades cuidando de você? — ele dizia para o bebê, que a essas alturas já tinha parado de chorar ao sentir o cheiro do pai, e agora permanecia quietinho com a mãozinha na boca. — Assim você me envergonha moleque. — deu um cheirinho nele.
— Olha só, já parou de chorar. — Vivian disse, espantada.
— Claro que parou, eu sou o pai dele, ele me conhece. — Josh se gabou. — Escuta você deram alguma coisa pro meu filho comer? — reclamou, ao ver David chupando a mãozinha de maneira esquisita.
— Bom, nós oferecemos a chuquinha com leite de peito que a Any mandou, mas ele não quis. — Miranda explicou.
Joshua perdeu a cor.
— Ele está sem mamar desde as sete? — ele ergueu a sobrancelha. — Mas vocês enlouqueceram? Querem matar meu filho de fome ou o que?
— Ora, não reclame, já não basta termos cuidado dele e... — ele a interrompe.
— E cuidaram porque receberam muito bem pra isso. — ele rebateu, com um sorrisinho canalha. — Deveriam fazer o serviço direito.
As duas se entreolharam e se calaram.
— É melhor eu ir andando. — ele disse, olhando as duas de cima a baixo. — Espero que tenham uma ótima noite. — passou a língua nos lábios.
Vivian o olhou de forma safada, não dava para resistir a Joshua, ele era tremendamente gato e delicioso, além de muito sedutor.
— Onde está a Any? — Miranda perguntou invocada.
— Está no carro. — ele respondeu, voltando o olhar para a tia de sua esposa. — Ela está sem os óculos e estava com medo de tropeçar com o bebê, por isso pediu para que eu o pegasse.
David voltou a choramingar e Joshua o olhou.
— Já filhão! Vamos. — ele disse, o balançando de leve para que ele parasse de encher o saco. — Cadê a bolsinha dele?
Vivian lhe entregou e deu uma piscadela safada. Ele mordeu o lábio enquanto observava o movimento de seus quadris conforme ela andava. Despediu-se de Miranda e voltou para o carro.
Any forçou um pouco a vista e sorriu quando ele abriu a porta com o bebê no colo. Adorava quando ele pegava o bebê, era tão fofo, afinal ele era tão grande e forte, segurando um bebê tão pequeno. Estendeu os braços para pegar seu filho, que estava choroso. Assim que sentiu seu cheiro o bebê começou a procurar seu seio como louco.
— Oh meu Deus, mas ele está faminto. — Any disse chorosa, enquanto tirava o seio e lhe oferecia.
O pequeno começou a mamar avidamente.
— Pois é, Miranda disse que ele não quis a mamadeira. — ele deu partida no carro.
Any o olhava morrendo de pena. Era por isso que ela estava sentindo tanta ânsia por buscá-lo. Pobrezinho.
¨¨¨¨
Ao chegarem em casa, David continuava agarrado ao seio da mãe, e bem acordado por sinal. Any o olhava boba, enquanto ia em direção ao quarto dele para amamentá-lo com mais conforto.
— É mamãe, eu estava morrendo de fome. — ela beijou a mãozinha dele. — Desculpa a mamãe por ter deixado você assim meu amor. — sentou na poltrona de amamentação.
Depois de mais ou menos dez minutos ele já estava cochilando. Josh entrou no quarto do filho.
— Ele ainda está mamando? — ele se espantou.
— Pois é... — ela o olhava. — Mas já está quase dormindo. — bocejou.
— Sei... — ele se encostou no berço e teve toda a sua atenção voltada para os s***s da esposa, que estavam expostos.
Mordeu o lábio de maneira firme, enquanto sentia seu sangue ferver de desejo. Fazia muito tempo que não transava com Any e ele não sabia se iria aguentar quarenta dias para fazê-lo.
Quando o bebê soltou o seio da mãe, Any o colocou no bercinho e verificou a fraldinha dele. E a garota não se preocupou em cobrir os s***s.
— Está sequinho. — ela sorriu, subindo a alça do vestido, por fim. — Agora vamos sair antes que ele acorde. — disse baixinho, enquanto ligava a babá eletrônica. — Já tomou banho? — ela perguntou, vendo os cabelos dele molhados.
— Já sim. — ele suspirou enquanto fechava a porta do quarto do filho e a seguindo até o quarto deles.
— Ai, enfim. — Any disse tirando aquela roupa que tanto a incomodava e ficando só de lingerie, o que deixou Joshua babando em seu corpo. — O que foi? — ela perguntou, notando que ele estava olhando.
— Nada, eu só estou vendo como você é gostosa. — ele se aproximou dela, Any corou fortemente. — Sabe amor, não sei se vou aguentar quarenta dias sem você, na verdade eu tenho certeza. — disse a abraçando por trás e lhe dando um beijo no ombro. — Eu te quero agora.
— Não podemos amor. — ela fechou os olhos.
— Hoje mais cedo alguém me fez uma promessa. — ele disse levantando os cabelos dela e lhe beijando a nuca e lhe acariciando na barriga. — Anda meu amor, faz pelo menos o básico vai?
Ela assentiu e ele a virou, e a beijou com excitação. Tirou o sutiã dela com pressa e a deixou nas nuvens quando começou a chupar seus s***s. A garota mordia o lábio e gemia deliciada, sentindo sua i********e latejar. Precisava de Josh e ficava frustrada por saber que não poderia tê-lo dentro de si. Pelo menos não agora.