visita ao quarto de Amélia

1004 Words
Amélia A noite caiu silenciosa sobre o alojamento do restaurante. O corredor estreito e m*l iluminado levava até os quartos dos funcionários, simples e pequenos, divididos entre camas estreitas, armários frágeis e sonhos empilhados. Amélia estava sozinha naquela noite. Laís havia saído animada para um “encontro misterioso”, deixando para trás apenas um frasco de perfume aberto e um vestido jogado sobre a cama. — Com um cara chamado Nikolai — disse, piscando. — Russo, bonito e misterioso. Se eu não voltar, é porque fugi com ele. Amélia apenas riu na hora. Mas agora, deitada com os cabelos soltos e uma camiseta velha, ela olhava para o teto e sentia um peso no ar. Havia algo estranho naquela noite. Como se estivesse sendo observada. Do outro lado da cidade, Maxin Sokolov dispensava duas mulheres que dividiam sua cama. Elas eram belas, sensuais, experientes. Mas ele não as viu de verdade. Seus olhos enxergavam outra imagem — os olhos castanhos de Amélia, seu jeito contido, a forma como recuava como um animal ferido sempre que ele se aproximava. Ele odiava aquilo. Odiava como uma menina frágil e desconfiada ocupava seus pensamentos com tanta força. Odiava que os olhos dela fossem mais fortes que qualquer prazer imediato. E, acima de tudo, odiava que ela não fosse dele. Não ainda, mas seria a qualquer custo. O relógio marcava quase meia-noite quando Maxin saiu do hotel, sem avisar ninguém. Discreto, com um capuz escuro e os passos silenciosos de um predador treinado. O acesso ao alojamento era fácil para alguém como ele. Já havia mandado investigar a estrutura. As câmeras, os horários, as rotas de fuga. Sabia quando entrar, como sair. E, naquela noite, havia uma brecha: Laís fora levada por Nikolai. Amélia estava sozinha, pronta para ser reivindica por ele. Ela se revirava na cama, inquieta. Um calor estranho no peito, a mente longe, talvez tentando não pensar no homem de olhos cinzentos que a visitava no restaurante todos os dias. O jeito como ele a olhava. A presença sufocante, firme, inquebrável. Ele a assustava. Mas havia algo nele… algo que ela não conseguia explicar. Uma espécie de fascínio. Ou medo disfarçado de atração? O leve rangido da porta a fez sentar na cama, alerta. Seu quarto estava trancado. Ou deveria estar. — Quem tá aí? — sua voz saiu trêmula. A sombra no canto do quarto se moveu. Quando a luz fraca da rua atravessou a fresta da cortina, ela o reconheceu. — Você?! — sussurrou, recuando até encostar na parede. — Como entrou aqui? Maxin não respondeu. Apenas a observava. Vestia preto, o rosto parcialmente coberto. Mas os olhos… ah, os olhos estavam ali, fixos nela, brilhando com algo que parecia raiva e desejo ao mesmo tempo. — Você está me assustando — ela murmurou, tentando manter a voz firme. Ele se aproximou um passo. — Eu devia estar com outra mulher agora — disse, rouco. — Duas, na verdade. Mas tudo que eu conseguia ver era você. Seus olhos. Sua voz. O modo como me desafia mesmo tremendo de medo. Amélia sentia o coração bater tão forte que m*l conseguia respirar. — Vá embora… por favor… Maxin se aproximou mais. O calor dele invadiu o quarto como uma onda densa. E então, sem aviso, ele a beijou. Um beijo firme, intenso, exigente. Não houve tempo para pensar, para fugir. Ela ficou imóvel, como se o mundo tivesse congelado em volta. Seus lábios eram quentes. Seu toque, firme. Uma das mãos dele segurava seu queixo, a outra pousava em sua cintura, mas sem forçar, sem invadir. Apenas encostando, como se perguntasse silenciosamente: “Você vai fugir agora?” E Amélia… não fugiu. Seus olhos se fecharam por instinto. O medo pulsava em cada fibra de seu corpo, mas junto dele havia algo quente, selvagem, uma confusão que ela nunca sentira antes. Quando ele afastou o rosto, ela arfava. — Por que está fazendo isso comigo? — sussurrou. Maxin a olhou por longos segundos. Seus olhos não estavam mais frios. Havia algo quebrado ali. Algo que ela reconheceu. — Porque você me lembra tudo que perdi… e tudo que ainda posso destruir. Ele puxou ela novamente para seus braços e a beijou de novo, suas mãos agora deslizava pelo o corpo de Amélia, uma sensação estranha se instalou no meio de sua pernas, uma sensação que nunca sentiu, Maxin aperta sua b***a enquanto sua boca explorar tudo na frente, Amélia não consegue afastar este homem quente, ela posa suas mãos no seu peito duro e ele geme , as mãos de Maxin chega a sua pequena calcinha e ela treme de medo, o homem nota a sua inocência e para. Ele passou os dedos pela bochecha dela, com uma delicadeza que contrastava com a dureza de sua presença. Depois, sem dizer mais uma palavra, virou-se e saiu pela mesma porta por onde entrou, desaparecendo na escuridão do corredor como um fantasma. Amélia ficou ali, de pé, sem saber se chorava, se gritava, ou se caía no chão. Seus lábios ainda ardiam. Seu corpo tremia. E sua mente… estava em colapso, tudo que Amélia manteve esquecido agora queima no seu corpo, um desejo incontrolável. O homem que a aterrorizava… a havia tocado com reverência. Mas havia algo errado. Terrivelmente errado. Porque mesmo que tivesse sido apenas um beijo, ela sentia que algo havia sido tomado dela. E, ao mesmo tempo, algo nela tinha se acendido — uma chama que ela nunca conhecera. Uma mistura perigosa de medo e desejo, percorreu meu corpo, sinto minha calcinha molhada e fico envergonhada. E Amélia, por mais que tentasse, sabia que aquela visita não seria a última, ela ansiava para sinto seu beijo novamente. Ela sabia que não iria conseguir resistir aquele homem quente, será que é dessa coisa que Laís fala, se ele quisesse possuir meu corpo eu tinha deixado. Estou com medo do que ele possa fazer comigo, o pior é eu vou deixar, tenho que ir embora para longe desse homem ou acabarem nas suas mãos.
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