CAPÍTULO 36 ALINE NARRANDO Voltar pra sala com o Cabuloso do meu lado foi como sair de um furacão… ainda tonta, mas sabendo que tinha alguém ali pra segurar minha mão. Sentei no sofá meio sem jeito, a latinha ainda na mão, o coração batendo forte. Não era por causa do Carlos… ou não só por isso. Era por ele. Pelo jeito que o Cabuloso falou. Pela raiva nos olhos dele. Pela firmeza de quem não tava jogando conversa fora. Ele se sentou na outra ponta do sofá, largado, mas com o olhar cravado em mim. Como se ainda tivesse processando tudo, como se tivesse montando plano por plano dentro da cabeça. — Tá melhor? — ele perguntou, sem rodeio. Dei um gole na cerveja antes de responder. — Mais ou menos. Cê me pegou no susto. — E ele te pegou na covardia. Esse tipo merece o pior. Fiquei quie

