CAPÍTULO 68 ALINE NARRANDO O gosto da boca dele ainda tava em mim. E o pior… é que eu queria mais. Cabuloso me beijava como se quisesse rasgar as paredes que eu demorei anos pra levantar. Como se cada toque dele dissesse “tu não precisa fugir mais”. E isso me assustava. Porque eu sempre fui boa em correr. Em levantar os muros, em dar as costas antes de ser descartada. Mas ali… eu não consegui correr. Ainda sentia as mãos dele na minha cintura, firmes. O peito dele contra o meu, quente. O mundo podia acabar ali que eu ia continuar com os olhos fechados, tentando memorizar a sensação. — Isso vai dar merdä… — soltei, sem pensar, com a voz abafada entre um suspiro e um arrepio. Ele respondeu como se lesse minha mente: — Já deu. E eu não tô nem aí. Abri os olhos devagar. O céu já tava

