CAPÍTULO 144 CABULOSO NARRANDO Fiquei parado no meio da sala, a porta ainda batendo atrás dela, e parecia que o mundo tinha desabado na minha cabeça. O silêncio pesava, só o barulho do meu peito subindo e descendo rápido, o gosto amargo de bebida ainda na boca e aquele calor estranho queimando por dentro. Me joguei de volta no sofá, passei a mão no rosto e soltei um palavrão alto: — Putä que pariu, mano… A cena rodava na minha mente como flash: eu bebendo com os menor na frente da boca, zoando, rindo, depois ficando mole de repente, a vista embaçando, e o resto… nada. Só o escuro. E quando acordei, aquela vagabundä em cima de mim, pagando de dona da porrä toda. — Isso não foi coincidência. — falei baixo, quase pra mim mesmo. — Alguém tá querendo fudër meu lado. Levantei de uma vez,

