CAPÍTULO 31 ADRI NARRANDO Tava ali sentada, devorando um pedaço de carne com farofa, quando a vontade de uma cervejinha gelada bateu. Me levantei, limpei a mão na lateral do short e fui pra cozinha pegar uma cerveja direto na geladeira. A laje tava animada, mas lá dentro tava mais fresco, silêncio cortado só pelo barulho abafado da música de fundo e da galera rindo lá fora. Abri a porta da geladeira, me abaixei pra pegar uma latinha lá do fundo, aquela que sempre tá mais gelada e foi nesse exato momento que senti duas mãos grandes me puxando pra trás. — Oxi! — soltei, quase derrubando a latinha. — Shhh… calma — ouvi a voz baixa, rouca, bem no meu ouvido. Dudu. Antes que eu pudesse reagir, ele já tinha me prensado de leve ali contra a beira da geladeira, uma das mãos descendo direto

