CAPÍTULO 115 ADRIANA NARRANDO Acordei devagar, a claridade batendo de leve pela cortina. Estiquei a mão pro lado, mas a cama tava vazia. Abri os olhos de vez, franzi a testa e soltei um suspiro. — Ué, cadê esse homem? — murmurei sozinha. Foi aí que ouvi o barulho da água caindo no banheiro. Sorri de canto, já imaginando a cena. Levantei devagar, o corpo ainda preguiçoso, e tirei o pijama pelo caminho. Cada peça caiu no chão, marcando a trilha até a porta. Abri devagar, e o vapor quente escapou, me envolvendo na hora. Ele tava de costas, debaixo do chuveiro, a água escorrendo pelos ombros largos, descendo pelas costas. Fiquei alguns segundos só olhando, mordendo o lábio, sentindo o desejo bater forte. Entrei sem fazer barulho, encostei a porta e deslizei os braços pela cintura dele, c

