CAPÍTULO 146 MONIQUE NARRANDO Passei a manhã rodando a casa, separando minhas roupas, ajeitando as coisas numa mala pequena. Cada peça que eu dobrava parecia carregar junto uma lembrança dos últimos dias. Desde que pisei no morro do Tubarão, tudo tinha sido intenso, como se minha vida tivesse virado uma montanha-russa sem freio. Dobrei uma blusa e respirei fundo, sentando na beira da cama por um instante. Minha cabeça viajava sozinha, lembrando do jeito dele. Tubarão não era só o sub do morro, não era só aquele cara duro que todo mundo respeitava ou temia. Pra mim, nesses dias, ele tinha sido homem. De verdade. O jeito que cuidou de mim, que me tratou com carinho sem perder a firmeza… aquilo mexia comigo de um jeito que eu nem sabia explicar. Olhei pro espelho e vi meu próprio sorriso

