CAPÍTULO 140 ALINE NARRANDO Já era tarde quando eu fui pra laje. A casa tava em silêncio, só o som distante das motos subindo o morro e o latido de um cachorro ecoando no beco. Me sentei na cadeira de ferro, abri o notebook e encarei a tela em branco. Fazia dias que eu não pegava pra escrever, mas hoje a cabeça tava fervendo, o peito pedindo um jeito de extravasar. Os dedos ficaram parados no teclado por alguns segundos, como se estivessem travados. Mas logo comecei a digitar. As palavras saíam meio enroladas no começo, mas foram ganhando ritmo, virando um desabafo. Escrevi sobre medo, sobre coragem, sobre como a vida parecia mudar de uma hora pra outra. Escrevi sobre a Adri, sobre a força que ela tinha mesmo quando parecia quebrada, e sobre a promessa que eu fiz de não largar ela nunca

