CAPÍTULO 160 CABULOSO NARRANDO Desci o morro sem rumo, só com a cabeça fervendo. O motor da moto roncava alto, mas parecia que não abafava os pensamentos que rodavam feito disco riscado. Quando dobrei a esquina e vi a padaria aberta, decidi parar. Precisava de um café pra botar o estômago no eixo e talvez calar a mente. Encostei a moto na calçada, desliguei, ajeitei a corrente no pescoço e entrei. O sino da porta tilintou, aquele barulhinho b***a que já me irritou, mas ignorei. O cheiro de pão quente misturado com óleo de fritura bateu forte. Tinha uns velhos tomando café no balcão, dois motoboy jogando conversa fora e uma mulher passando pano nas mesas. — Manda um café preto bem forte e um pastel de carne. — falei seco pro atendente. Ele assentiu rápido, sem enrolar. Eu sentei no bal

