CAPÍTULO 117 DUDU NARRANDO Sentei de frente pra minha preta, a bicha toda arrumadinha, mordendo o lábio como quem queria arrancar a verdade de mim na marra. Eu só dei aquele sorrisinho de canto, sem pressa, porque sabia que deixar ela curiosa fazia parte da parada. — Tá maluca pra saber, né? — falei baixinho, cutucando a mão dela em cima da mesa. Ela revirou os olhos, mas não soltou a minha mão. — Óbvio, Dudu. Tu me tira do morro, me traz pra esse lugar chique que eu nunca nem pisei… e fica de segredinho? — disse, brava de mentira. Eu dei risada, me joguei na cadeira de boa. — Relaxa, princesa… só quero te dar um bagulho que tu nunca teve. — falei sério, olhando dentro do olho dela. — Aqui é só o esquenta. Ela mordeu o canto da boca de novo, tentando decifrar. A mina do atendiment

