CAPÍTULO 131 ADRIANA NARRANDO Desci as escadas com a bolsa no ombro, chaves na mão e a cabeça já cheia de coisa. Entrei no carro e liguei o motor, deixando o som rolar baixinho só pra distrair a mente. O morro ainda tava acordando, gente subindo e descendo, cachorro latindo, moto passando. Cruzei tudo no meu ritmo, descendo tranquila até chegar na rua principal. O bar que a Aline trampa não demorava. Assim que virei a esquina, já vi a fachada aberta, movimento de manhã começando a rodar. Encostei o carro na frente, desliguei e desci, ajeitando a bolsa no ombro antes de atravessar a calçada. Quando empurrei a porta, senti aquele cheiro de café fresco misturado com pão na chapa, coisa que sempre me dava um aperto no peito de lembrança boa. Caminhei direto pro balcão, e lá estava ela: min

