Capítulo 8 - Entrando numa fria parte 03

1109 Words
“Seu olhar é como uma chama que acende o meu desejo.” — Podemos conversar? — disse Myo, seu sorriso tímido iluminando o rosto. — Por Deus, eu quero essa mulher! — pensou Noah, sentindo seu coração disparar. — Vamos lá, Ayumi, fale um pouco sobre você — sugeriu Noah, inclinando-se para frente, com os cotovelos apoiados na mesa, fixando os olhos nela com uma intensidade que a fazia sentir um calor inexplicável. Myo mordeu os lábios, um gesto reflexo que não passou despercebido. O sorriso travesso que brotou no rosto dele a deixou nervosa e animada ao mesmo tempo. — Por Deus, que eu consiga permanecer pura até o final da noite, porque isso está ficando difícil! — refletiu, percebendo que estava sendo provocada. Era hora de agir. Com um movimento delicado, Myo tocou o queixo e respondeu: — Sou uma garota muito simples, Noah. Gosto de andar de mãos dadas, ir à igreja, ao parque de diversões... Sou tímida, e meu sonho é casar virgem com meu príncipe encantado. — A careta engraçada que Noah fez a fez rir, e ela se sentiu mais à vontade. — Na verdade... — ela olhou para baixo, corando ao confessar: — nunca beijei! Noah arregalou os olhos, surpreso. — Você está falando sério? — Sua mente lutava para entender que a mulher deslumbrante à sua frente, que exalava sensualidade, nunca havia sido tocada por um homem. Aquilo parecia uma piada! — Sério? Não parece. — Myo se encolheu com o comentário, sentindo a vergonha subir pela pele. — Di- Digo... — Noah coçou a nuca, desviando o olhar, claramente envergonhado. — Você não parece o tipo de virgem recatada, com todo o respeito. — Como assim? E o que eu pareço para você, exatamente, Noah? — As palavras saíram dela como um desafio, e um arrepio percorreu sua espinha. Myo o encarou, com uma mistura de indignação e curiosidade. — É que... você é muito... bonita, e suas roupas... — Ele hesitou, os olhos azuis fixos nela com uma intensidade que a deixava sem palavras. — Mas isso não quer dizer nada, certo? — ele completou, sorrindo sem jeito. Myo sorriu timidamente, mas por dentro, sua deusa interior vibrava como uma torcida animada. Ouvir que ela era bonita a fez sentir sua confiança disparar. Ela tomou um gole de vinho e, sem querer, passou a língua pelos lábios, provocando Noah. — E o que você busca em uma mulher, Noah? — perguntou ela, a curiosidade transparecendo em sua voz. Noah hesitou. A pergunta a tocou de uma forma inesperada, e ele se aproximou ainda mais de Myo, suas faces quase se tocando, o ar entre eles carregado de eletricidade. — Estou em busca de um compromisso com uma mulher diferente de todas com quem já me envolvi. — Myo prendeu a respiração, os olhos azuis dele parecendo ler sua alma. O tempo pareceu parar enquanto se encaravam, mas o garçom interrompeu aquele momento mágico ao se aproximar da mesa. — Bem... o que vamos pedir para o jantar? — Pode pedir, confio no seu paladar — respondeu Myo, um pouco distraída, sua mente ainda presa na intensidade do olhar de Noah. Internamente, ela gritava: "Myo, você está flertando! O plano era fazê-lo correr, não se interessar! Aja, mulher!" O jantar prosseguiu em um clima mais leve, com risadas e troca de histórias. Mas quando chegou a hora da despedida, Myo se virou para Noah e, com um brilho nos olhos, disse: — Foi um prazer conhecer você, Noah. Espero que nos encontremos novamente. — Mas Noah a surpreendeu ao responder: — Que tal na próxima sexta? — A morena ficou paralisada, incapaz de processar a proposta. — Tenho um jantar para ir, e seria muito bom ter companhia. — Myo olhou para ele, incrédula, e nem percebeu quando assentiu com a cabeça, aceitando o convite. Somente tomou consciência quando Noah se inclinou e beijou sua bochecha suavemente. Ao sentir os lábios dele e o aroma amadeirado que envolvia sua presença, Myo fechou os olhos, mordendo os lábios, completamente alheia ao que acabara de fazer. Noah também não se sentiu diferente; o perfume de morangos com baunilha e a pele sedosa de Myo o deixaram em estado de êxtase. Quando seus olhares se encontraram novamente, um silêncio carregado de promessas pairou entre eles. O manobrista se aproximou, entregando as chaves do carro a Myo. — Então nos vemos na sexta — disse Noah, segurando a mão dela e dando-lhe um beijo suave. Em seguida, entregou um cartão. — Ayumi, aqui está meu telefone. Aguardo sua ligação ansioso. E saiu em direção ao seu carro. Myo permaneceu estática, observando Noah se afastar, seu coração batendo descompassado. — Estou completamente perdida! — Respirou fundo e entrou em seu Volvo, dirigindo-se para casa, a cabeça fervilhando de pensamentos e emoções. Ao chegar, após um banho relaxante, Myo vestiu uma camisola de seda e se preparou para dormir. Mas, pela primeira vez, foi invadida por um sonho erótico com um certo loiro de olhos azuis. No sonho, Myo se viu amarrada em uma cama, vestindo apenas uma lingerie que realçava suas curvas, enquanto Noah estava diante dela, usando apenas calças de moletom. Em suas mãos, um chicote que parecia prometer prazer e dor. Ele a olhava com um olhar predatório, e a expectativa a fazia tremer. — Você foi uma menina muito má e merece sofrer... — disse ele, rasgando o sutiã dela com um movimento ágil e começando a chupar seus s***s com avidez. Seus lábios exploravam o corpo de Myo com uma intensidade que a deixava sem fôlego. Ela se contorcia na cama, gemendo de desejo, buscando alívio enquanto elevava o quadril em direção ao dele, perdida na mistura de prazer e dor. Noah desceu o rosto até sua i********e, já molhada pela expectativa, e com os dentes, arrancou sua calcinha. Ele a beijou com luxúria, enquanto seus lábios e língua a levavam ao limite do prazer. Myo sentia-se no céu, cada toque fazendo seu corpo vibrar. Mas, quando estava prestes a alcançar o clímax, Noah interrompeu o momento, sussurrando em seu ouvido: — Você está proibida de gozar, minha gatinha... — e começou a lamber sua orelha como um animal, fazendo-a estremecer de prazer. Naquele instante de pura paixão, Myo despertou com seu gatinho Shukaku lambendo sua orelha. Estava completamente transtornada pelo sonho, excitada e molhada, frustrada por não ter chegado ao fim do prazer. Levantou-se da cama, assustada, e correu para o banheiro. — O que será de mim nesse próximo encontro? Que Kami me ajude! — pensou, enquanto entrava no box do banheiro para tomar um banho gelado.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD