Grego O morro não dorme. Nunca. Quando o asfalto lá embaixo decide fechar os olhos, aqui em cima as vielas respiram como pulmões de concreto: inspiram medo, expiram sobrevivência. Eu sei ler esse fôlego como quem decifra código secreto. Só que, nos últimos dias, entre o som das motos e o tilintar das moedas, um outro ritmo começou a me incomodar. Um compasso fora da batida. O nome dele? Lorena. Não é “mais uma”. Não é “estrela” que brilha só porque eu apaguei as outras luzes. Ela tem clarão próprio, desses que ardem até quando você fecha os olhos. E isso… me irrita. Irrita porque eu gosto. A boate já encontrou equilíbrio. Barroca na portaria com olhos de fuzil, Monge e Cássio cuidando da pista, Russo com relatórios na mão como se fossem contas de igreja. A Madrugada se impôs. É territór

