Capítulo 29 – Contrato de Areia

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Lorena Areia guarda pegadas e as apaga no mesmo gesto. Meu “contrato” com Greco seria assim: firmado com precisão, escrito onde o vento alcança. Eu não queria romance a seco nem poder sem nome — queria trabalho, com cláusula, senha e saída. Enviei a mensagem final no fim da tarde: Local neutro. Suíte cega no Centro. Sem arma. Depósito adiantado. Palavras de segurança: oração (parar), muralha (sair). Equipe mínima: um no corredor, outro no térreo. Se atrasar, cancelo. O visto azul não demorou. Aceito. Como cliente. Respirei. A pele esquentou por dentro — não de medo, mas de alerta. Amarrei o cabelo num coque que não cede. Forrei a bolsa com o necessário: caixa de Faraday, spray, canivete pequeno, os documentos da suíte, um frasco de perfume que não grita. A moeda do leste, riscada

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