Capítulo 19 – Cadeira Atrás da Porta

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Lorena Cresci escutando o som do chinelo arrastando no corredor e o clique mudo da cadeira encostada por dentro. Nossa tranca era de madeira cansada. O mundo lá fora era maior do que a porta; o de dentro, menor do que o meu medo. Hoje, quando entro no camarim e giro a maçaneta, eu mesma decido se preciso de cadeira — e onde ela vai ficar. — A casa oferece um esconderijo até baixar a maré — disse Pipa, na moldura da porta, rádio no ombro. — Quarto B, saída lateral. Eu te levo. — Aceito esconderijo só se eu puder escolher a saída — respondi. — A chave fica comigo. E ninguém me “acompanha” depois da esquina. Ele assentiu, prático. — Fechado. “Oração” se algo azedar. Greco apareceu como costuma: primeiro o silêncio, depois os olhos. O ombro dele ainda coberto pela faixa limpa. Senti o cor

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