Hugo Monteiro — Master O silêncio que se seguiu ao desligamento das câmeras não era o silêncio restaurador de um templo; era o vácuo de uma explosão. No estúdio, a luz vermelha de On Air estava morta, mas o ar ainda vibrava com o calor da eletricidade e o cheiro metálico do meu próprio descontrole. Minhas mãos, sempre tão precisas e firmes, tremiam levemente enquanto eu terminava de prender os tornozelos de Amanda aos ganchos de fixação na cama, não, não tinha acabado... Não seria o banana deixado para trás dessa vez. Não havia arte aqui. Não havia o desenho geométrico do Shibari que eu tanto me orgulhava de ensinar aos meus seguidores. Havia apenas a força bruta da corda de juta mordendo a pele alva, prendendo-a em uma a******a vulnerável e definitiva. Eu estava agindo como um animal.

