Corações disparados - 1

1180 Words
👑 Corações disparados - 1 Maximiliano Ferri era descendente de uma família de reis e rainhas, era o segundo na linha do trono até então, tinha três irmãos sendo Emeth o mais velho casado com Naiara e pai de Anusha e Maya e Erick que eram os gêmeos mais novos. Apesar de ser um príncipe, não era nada apegado à coroa, muito pelo contrário, chegou a fazer faculdade e hoje é CEO de uma das maiores empresas de importação e exportação. Já viajou meio mundo, mas seu coração se encontrou mesmo no Brasil, especialmente em Goiânia, ao lado de Maria Eduarda. - Max, não vejo a hora de viajar para Amália e conhecer seus pais, sua família, estou muito ansiosa. - Duda sorria empolgada para o namorado. - Será que eles vão gostar de mim? - Claro que vão, eles vão adorar você, tenho certeza disso. - Max acariciou o rosto da moça com doçura. - Você é uma mulher incrível e eu tenho muita sorte. - Eu que tenho muita sorte em ter você, nossa, eu nunca fui tão feliz como estou sendo agora. - E você não sabe o quanto eu fico feliz ouvindo isso de você. - ele segurou a nuca de Duda e a puxou para um beijo apaixonado e envolvente. - Por que você não dorme aqui essa noite? Não precisa voltar para o seu hotel. - Duda mordeu seu lábio inferior. - Esse é um convite irrecusável. - Max sorriu de orelha a orelha. - Mas terei que sair bem cedo amanhã para uma reunião. - Não tem problema algum, só de passarmos a noite juntinhos e abraçados já me deixa bastante contente. - Duda se levantou. - Vou servir nosso jantar. - Ótimo, aguardo ansioso por aqui. - ele sorriu gentil para ela. Enquanto isso, em Amália, os pais de Maximiliano, rei Fernando e rainha Anastácia, estavam preocupados com o futuro do filho. - Já chegou a época de Maximiliano se casar e construir uma família, mas ele nunca para em casa, sempre está nessas viagens que o desvirtuam das nossas tradições. - Fernando andava de um lado a outro em seu gabinete. - Mas olha como nosso filho é feliz com a empresa dele, com seus negócios. - Anastácia se aproximou do marido. - Eu sei, reconheço o esforço do nosso filho, mas ele devia se concentrar mais na família, no nosso povo, no nosso reinado. Só tenho uma neta até agora, estou esperando o primeiro filho homem chegar para começar a ensinar os princípios da realeza, para que eu possa nomear o meu sucessor e para que o reino tenha um herdeiro também. - Vamos conversar com o Max quando ele voltar dessa viagem ao Brasil, daremos um baile para que ele encontre uma noiva. - Não, eu já tenho um plano, Ana, irei pedir ao sacerdote que encontre uma noiva para o Max, uma noiva que seja perfeita, pura, doce e que possa ser uma boa mãe e esposa também. - Vamos arranjar o casamento de Max assim como fizemos com Emeth? - Anastácia olhou para seu marido. - Não iremos quebrar essa tradição, Anastácia, você pode dar o seu baile se quiser, sei que isso te diverte, mas o casamento do nosso filho será arranjado como manda os costumes. Irei procurar por Atlas amanhã de manhã, ele vai arrumar uma boa esposa para Max. - Está certo. - Ana sorriu meiga. - Vamos tomar um chá, meu amor? O povoado de Amália estava feliz com a chegada da primavera, era sempre sinal de alegria e vivacidade, haviam muitas cores pelas ruas, pelos bosques e jardins. A primavera era a estação preferida de Estela Callore, ela era uma Lady, filha do duque Edgar e da duquesa Ciça e irmã de lorde Caio. Estela era uma moça sonhadora, alegre e vivia sonhando com seu grande amor, na maioria das vezes sonhava acordada. - Estela! - Cecília cutucou o braço da amiga. - Se não prestar atenção por onde anda, vai acabar se esbarrando com um pária e vai ficar impura. - Estou prestando atenção nos meus passos, lady Cecilia. - Estela sorriu. - Você está sonhando acordada, de novo, aposto que pensando no grande amor que a vida te reserva. - Já estou na idade para casar e meus pais não disseram nada sobre casamento arranjado para mim, o que me deixa ainda mais contente, assim posso escolher o moço com quem vou me casar. - Eu não ficaria tão esperançosa, afinal, casamentos arranjados são o costume e a sua família é bastante tradicional. - Eu vou arrumar um homem tão bom que será impossível eles dizerem não para mim. - Estela mordeu o lábio enquanto se imaginava nos braços de alguém. - Vou pegar uma maçã do amor pra gente, me espera aqui, sonhadora. - Cecilia sorriu e se afastou de Estela. Enquanto Estela aguardava pela volta de Cecília, ela percebeu que um rapaz a encarava de longe, era um jovem esbelto, de cabelos dourados e olhos hipnotizantes. Ele acenou para Estela discretamente e enquanto ela sorria boba sentia seu coração batendo mais ligeiramente. O jovem rapaz foi se aproximando cada vez mais de Estela e só parou até estar perto o suficiente para poder olhar ainda mais fundo nos olhos dela. - Oi. - ele sorriu galanteador. - Te vejo sempre por aqui, sou o Christian. - ele estendeu a mão para a cumprimentar. - Eu sou a lady Estela. - timidamente, Estela esticou a mão para poder cumprimentar o rapaz. - Gosto muito de passear por aqui. - Lady? - Christian continuou segurando a mão dela. - É uma honra conhecer uma mulher tão bonita. - Muito obrigada. - ela esboçou um sorriso envergonhado no rosto. - E não há com o que se preocupar, eu não sou um pária, sou filho de Sahir, o mentor religioso. - Um homem que pertence ao clero? Eu que fico honrada por vir falar comigo. - Estela. - Cecília se aproximou fazendo Christian soltar a mão de Estela. - Temos que ir. - Foi um prazer conhecê-lo, espero o encontrar mais vezes. - Estela sorriu para Christian. - O prazer foi todo meu, lady Estela. - ele deu uma piscadela para ela. - Nos veremos mais vezes, estou certo disso. Estela e Cecília saíram do parque e Christian retornou para sua casa. - Onde estava, filho? - Sahir perguntou a Christian. - Olhando aquela moça novamente, eu presumo. - Acertou, pai. - Christian sorriu. - Mas hoje eu cheguei mais perto dela e segurei sua mão... - Sinto que tem um "mas" nessa sua frase. - Mas ela é uma lady, uma nobre e eu um pária, uma poeira no vento. - ele suspirou fundo. - Você não é uma poeira, meu filho... - Sahir foi interrompido. - Eu sequer sou seu filho de verdade... Eu me sinto minúsculo na sociedade, me sinto sujo, é como se todos me olhassem torto... Mas ela não me olhou com desprezo, havia doçura nos olhos dela, pureza, serenidade... Eu quero essa mulher, meu pai.
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