👑 Casamento Real - 16
Enquanto Duda e Lúcia caminhavam pela cidade, um movimento na igreja lhes chamou a atenção.
- Vamos ver o que é, vai ver é algo importante. - Lúcia segurou o braço de Duda e juntas foram se aproximando com um monte de outros turistas.
- Turistas poderão assistir a cerimônia, devem entrar pela porta da direita e subirem as escadas. - um guarda falava a quem se aproximava da porta. - Qualquer aparelho fotográfico é expressamente proibido dentro da igreja, se forem pegos, serão detidos.
- Cerimônia de que, moço? - uma outra turista perguntou.
- É o casamento do filho do rei. - o guarda respondeu e depois voltou a repetir as mesmas instruções para quem chegava.
- Nós não vamos ficar, não é? - Lúcia olhou para Duda.
- Vamos ficar sim, Lu e vamos sentar na frente, quero ver se ele vai ter coragem quando me ver.
As duas seguiram o fluxo de turistas que entravam e iam para o andar de cima, a igreja era rica em detalhes, cheia de ouro, estátuas e enorme.
- Por favor, né, você só pode estar brincando, olha a distância que estamos do altar, olha o tamanho dessa igreja, você acha mesmo que ele vai te ver aqui?
- Vai. - Duda respondeu confiante. - Eu sei que vai.
Maximiliano chegou pouco depois com sua famÃlia, trajava um terno todo preto com o brasão da famÃlia real em uma medalha, seus cabelos arrumados e um sorriso falso no rosto. À medida que a famÃlia real foi entrando na igreja, foram cumprimentando com sorrisos calorosos as pessoas que estavam ali. Uma vez no altar, Max fechou os olhos respirando fundo e olhou para cima para acalmar seus pensamentos e baixando o olhar lentamente, algo lhe chamou a atenção na galeria onde se encontravam os turistas.
- Irmão? Que cara é essa? - Erick sussurrou ao lado de Max. - Parece que viu um fantasma.
- É a Duda ali na galeria, Erick, ela ainda está aqui. - Max murmurou de volta.
- Quem? Onde? - Erick franziu a testa olhando para a galeria. - Só consigo ver um monte de estrangeiros afobados.
- Sentada ali de blusa marrom ao lado da mulher de cabelos brancos.
Duda se encheu de esperança quando percebeu que ele havia a visto, um sorriso bobo surgiu nos lábios dela enquanto ela mantinha seu olhar fixo nele.
- Sabia que ele me veria aqui, Lu. - ela falou emocionada.
- Tá bom, Duda, não se empolgue demais, quanto mais alto você sonhar, pior será a queda. - Lúcia tentou acalmar sua amiga. - E não faça nada suspeito, tem muitos guardas por aqui, qualquer movimento estranho eles podem nos levar sabe lá Deus pra onde.
- Não se preocupe, também não quero ir presa nesse fim de mundo.
Todos se aquietaram quando ouviram sinos tocando e logo após a clarinada anunciando a chegada da noiva. Estela sentia seu estômago embrulhando e seu coração disparado, sentia um baita nó na garganta e se segurava ao máximo para não desabar em lágrimas. Assim que desceu do carro, seu pai veio ao seu encontro com um sorriso de satisfação no rosto.
- Você está linda, minha filha. - Edgar falou orgulhoso.
- Obrigada, pai. - Estela sorriu emocionada.
Assim que eles se posicionaram na porta da igreja, Estela olhou para Max no altar e sentiu vontade de correr, fugir para bem longe, fugir para os braços de Christian, depois olhou para sua mãe e pensou no desgosto que havia dado a ela. Quando Estela e seu pai começaram a caminhar no corredor da igreja, ela sentia o nó da sua garganta se apertando cada vez mais. Chegando no altar, Edgar beijou a testa da filha e se virou para o prÃncipe.
- Estou te entregando o meu maior tesouro, prÃncipe Maximiliano, jure que vai fazer de minha filha uma mulher muito feliz, amada e próspera. Estela é tudo pra mim.
- Eu juro que farei de Estela uma mulher feliz, amada e próspera, senhor Edgar. - Max falou colocando a mão sobre o ombro dele.
- Eu te amo, minha filha linda. - Edgar se virou para Estela.
- Eu também te amo, pai. - ela deixou uma lágrima cair no rosto e sorriu.
Edgar passou a mão dela para o do prÃncipe Max e se juntou a Ciça. O olhar de Estela encontrou o do prÃncipe por alguns segundos antes de terminarem de subir as escadas do altar. Durante a cerimônia, Duda observava tudo nervosa.
- Lu, ela é linda. - ela falou cabisbaixa.
- Eu sei, eu tô vendo, - Lúcia respondeu e balançou a cabeça. - mas você também é, deixe de ser tonta, você é muito mais bonita.
Max tentava se concentrar na cerimônia do casamento, mas seus pensamentos iam direto para Maria Eduarda, saber que ela estava ali assistindo tudo deixava seu coração e sua consciência ainda mais dilacerados.
- Estela Willow Callore, é de livre e espontânea vontade unir-se em matrimônio com Maximiliano?
A garganta de Estela secou naquele momento.
- Sim. - a voz dela ecoou pela igreja fazendo sua mãe respirar aliviada.
- Maximiliano Ferri Primeiro, é de livre e espontânea vontade unir-se em matrimônio com Estela?
- Sim. - Max respondeu firme.
Naquele momento, Duda desabou e seu coração se partiu em mil pedaços.
- Vamos embora, Duda. - Lúcia pegou no braço dela.
- Não, Lúcia, eu quero assistir até o final.
- Pare de se torturar com isso, criatura, tenha um pouco de senso.
- Que se dane o senso, que se dane tudo agora, Lu. - ela respondeu irritadiça.
Após a entrada das alianças, Max e Estela ficaram de frente um para o outro.
- Eu, prÃncipe Maximiliano, te aceito, lady Estela, como minha esposa, para amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe. - ele colocou a aliança no dedo dela.
- Eu, lady Estela, te aceito, prÃncipe Maximiliano, como meu esposo, para amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe. - Estela colocou a aliança no dedo de Max.
- PrÃncipe Maximiliano, lady Estela, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva, meu prÃncipe.
Estela sentiu-se ainda mais nervosa quando as mãos de Max encontraram sua cintura, as mãos dele eram quentes, tinham uma pegada firme e forte, o suficiente para mexerem com o coração abalado dela. Ambos estavam nervosos com a proximidade um do outro, mas nada impediu que se beijassem diante de todos. Quando os lábios de Max tocaram os de Estela, algo bom dentro de si despertou, algo novo, uma sensação que ele nunca havia experimentado antes.
Enquanto os dois se beijavam no altar, Duda olhava a cena incrédula, soluçando de tanto chorar. A cerimônia prosseguiu, dessa vez quem tomou lugar no altar foi o rei. Depois de dizer algumas palavras ao povo, ele se virou para Estela, pegou a tiara de brilhantes e sorriu para a nora.
- Eu, Rei Fernando Ferri terceiro, declaro você, Estela Willow Callore, princesa de Amália. - ele colocou a tiara na cabeça de Estela.
Estela esboçou um sorriso doce para o rei e acenou para o povo que aplaudia calorosamente.
- Vamos embora, Lúcia, vamos porque eu não aguento mais tanta humilhação. - ela se levantou com a amiga e caminharam para fora da igreja.
- Eu bem que avisei, mas você não quis me ouvir. - Lúcia respirou fundo. - Onde é que você estava com a cabeça, Duda? O que você achou que ia acontecer? Que ele ia deixar a moça no altar e correr pra você?
- Eu sou uma estúpidä. - ela bateu na sua testa rindo de nervoso.