O dia chegou - 15

1123 Words
👑 O dia chegou - 15 - Me perdoa, mãe, por favor... - Estela implorou de cabeça baixa segurando as pernas da mãe. - Me perdoa por favor, eu sou uma bürra... Ela chorava como uma criança buscando o conforto e a segurança do colo de sua mãe. - Você teve muita sorte de seu pai e seu irmão não terem acordado. - Ciça olhou para a filha e fechou os olhos respirando fundo. - Entre, Estela, você precisa de uma boa noite de sono. Ciça pegou a mala da filha, segurou a mão dela e foram juntas até o quarto de Estela. - Vou te trazer um chá e um remédio para se acalmar e dormir, amanhã não pode ter olheiras, será um dia muito importante. - Ciça pegou a camisola da filha e entregou. - Vista e recomponha-se, Estela. Estela só conseguiu dormir depois de tomar o chá de camomila e o remédio que sua mãe lhe dera. Acordou na manhã seguinte com o mesmo buraco no coração que havia ido dormir, era uma dor que ela não sabia explicar, era como um buraco negrø que ia a devorando de dentro para fora. - Bom dia, Estela. - Beatriz sorriu entrando no quarto da cunhada. - Sua mãe pediu para lhe trazer o café da manhã no quarto hoje. - ela colocou a bandeja ao lado de Estela na cama. - Está ansiosa? - Bom dia, Beatriz, obrigada. - Estela agradeceu pelo café. - Estou um pouco nervosa sim. - E deveria estar, é o seu casamento e não é com qualquer pessoa, é com o príncipe. - Beatriz sorriu empolgada. - Claro que ele não chega nem aos pés do meu marido, mas é um partidão, Estela. - Estela, tome seu café da manhã, tome um banho e se arrume para irmos ao salão, você terá um dia de massagens, descanso e tudo que tiver direito hoje. - Ciça falou entrando no quarto da filha. - E coma tudo, precisa estar bem forte hoje. - Pode deixar, mãe. - Estela forçou um sorriso no rosto. Enquanto Estela tinha o seu dia de cuidados especiais, Max estava no clube de polo no meio de uma partida. - Max! - Erick gritava debaixo da tenda. - Max! Max! - ele balançava as mãos querendo chamar a atenção do irmão. - Maximiliano Ferri! Max deixou o jogo e cavalgou até perto do seu irmão. - O pai está te procurando há horas. Ele vai matar você. - Não vê que está interrompendo meu jogo? - Max resmungou. - E você não se lembra que tem um casamento hoje? - Fernando perguntou se aproximando dos dois. - Desça desse cavalo agora mesmo e vamos embora. Max decidiu não contrariar o seu pai, apenas respirou fundo, desceu do cavalo e voltou para o castelo. - Você pegou as jóias com o Bernardo? - Max perguntou baixo a Erick. - Peguei sim, a de sua noiva eu deixei em cima da cama e a outra mandei entregar no hotel como você pediu. - Erick respondeu em um murmuro. Enquanto isso, no hotel, Duda e Lúcia conversavam sobre como seria a vida de Maria Eduarda depois de perder a maior parte das coisas que ela tinha. - Aí Lúcia, eu estou completamente sem saber o que fazer. - Duda suspirou. - Como eu pude ser tão bürra? Tão cega? - Não se culpe assim, Duda. - Lúcia se sentou ao lado dela na cama. - Você pode ir ficando em minha casa comigo, lá tem uns quartos vagos, tem bastante espaço para nós duas, além disso, vai ser um prazer dividir a casa com você. - Obrigada, Lu. - ela sorriu agradecida. - De verdade, obrigada por ter vindo comigo, essas horas eu provavelmente teria perdido a cabeça. - Eu sei bem disso, agora, vamos sair desse quarto de hotel, vamos dar uma volta na cidade que o dia tá lindo e quero comprar uma lembrancinha para levar. - Você e seus souvenirs. - Duda deu risada e balançou a cabeça. - Vai comprar um ímã de geladeira com o nome do lugar e colocar lá junto com sua coleção. - Como adivinhou? - Lúcia colocou as mãos na cintura. - Em minha defesa, gosto das memórias que esse tipo de coisa me trás. Vamos? Ao ouvirem duas batidas à porta, Lúcia se adiantou e foi abrir, pegou o pacote que o rapaz estava segurando e agradeceu antes de se virar para Duda. - Mandaram entregar isso pra você. - Lúcia entregou o pacote à amiga. - Que isso? - Duda olhou confusa para o objeto em suas mãos e ficou ainda mais confusa quando abriu a caixa e viu ali um belíssimo par de brincos. - Lúcia... Isso são... Diamantes? - É, minha filha, que presentão hein. Certamente não foi um Zé ninguém que lhe deu isso aí não. - O estúpidø do Max acha que pode me comprar com jóias. - ela bufou indignada. - Canalhä! - Calma, Duda, não se altere tanto por causa desse homem, olha só, pensa bem, você pode vender essa jóia e recuperar um pouco do seu dinheiro, use isso a seu favor. Agora levanta, vamos sair e aí você esfria a sua cabeça. Estela estava diante do espelho se olhando com aquele vestido de noiva, era um tomara que caia bastante trabalhada na renda na parte de cima e no final do vestido, acentuava bem sua cintura e seus seiøs, seus cabelos estavam soltos e usava apenas o véu, pois a tiara ela iria ganhar durante a cerimônia. Os olhos dela estavam sem vida, sem alegria, carregavam muita amargura e muita tristeza, assim como seu coração, ela não conseguia parar de pensar em Christian, no amor que sentia por ele, nos seus beijos e abraços, foi com ele que ela planejou se vestir de noiva, se casar e formar uma família, agora ela tinha que se conformar que a ambição dele falou mais alto que qualquer coisa. - Você está linda, minha amiga. - Cecília falou entrando no quarto. - Obrigada, Ceci. - Estela forçou um sorriso. - Não fique assim, sei que você vai ser muito feliz. - ela entregou um lencinho a Estela que estava com lágrimas nos olhos. - E não chore muito para não estragar a maquiagem. - A Ceci, eu estou destruída... - Estela choramingou e secou as lágrimas que escorreram em seu rosto. - Eu sei, Estela, eu sei... - Cecília a abraçou. - Eu sinto muito pelo que aconteceu. - Ele foi tão cruel... Tão insensível e tão ambicioso... Como ele pôde fazer isso comigo? Ele me humilhou de todas as formas possíveis, Cecília, apesar de o amor incondicionalmente, jamais vou perdoa-lo.
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