Amor e guerra - 12

1172 Words
👑 Amor e guerra - 12. Maximiliano não perdeu tempo e revidou o soco na cara de Christian que cambaleou para trás, os dois começaram a brigar ali mesmo. - Max, para com isso! - Erick gritava tentando puxar o irmão para trás. A briga finalmente foi separada, Max e Christian se encaravam de maneira ameaçadora, ambos cheios de raiva e Max um pouco confuso sobre o motivo da briga. - Vamos embora. - Erick empurrava seu irmão. - Vamos! Maximiliano não disse uma palavra, apenas deu as costas e começou a caminhar, quando pegou suas coisas no vestiário, verificou seu celular e sentiu seu coração disparar com a mensagem de Duda. - Erick, você pode ir na frente sem mim, preciso passar em um lugar antes. - De repente surgiu um brilho nesse rosto desanimado. - Erick deu risada. - É uma mensagem da estrangeira? - É sim. - Max sorriu. - Ela está aqui, Erick, aqui em Amália. - Então vai se encontrar com ela? Não é muito arriscado? As pessoas podem ver vocês, os pais de Estela, o irmão ou até ela própria. - Não se preocupe, vou me encontrar com ela no hotel e também devo demorar um pouco, diga aos nossos pais que estou visitando um amigo que chegou de viagem. - Certo, boa sorte então. - Erick deu tapinhas no ombro de Max antes de sair. Maximiliano saiu apressado do clube de polo e chegou ao hotel o mais rápido que pôde, estacionou seu carro e entrou indo até a recepção. - Vocês têm uma hóspede chamada Maria Eduarda Moraes? Gostaria de saber em qual quarto ela está. - Só um minuto que irei verificar, vossa alteza. - a recepcionista respondeu gentil antes de verificar em seu computador. - Temos sim, irei perguntar se você pode subir. - Ótimo, não diga que é o príncipe, fale apenas que o Max está querendo subir. - ele pediu gentil. Após Duda autorizar a subida de Max, ele agradeceu a recepcionista e subiu as escadas até o terceiro andar. Se sentiu nervoso ao parar na porta do quarto dela e respirou fundo antes de bater. Assim que ela abriu a porta, o coração dele acelerou e um sorriso cresceu em seus lábios. - Duda... - Max se aproximou dela segurando seu rosto. - Que bom que está aqui. - Max, senti tanto sua falta. - Maria Eduarda o abraçou apertado esquecendo de todos os assuntos que queria conversar com ele. - Me abraça forte e não me deixe nunca mais. Ele a apertou entre seus braços e deu alguns beijos em seu rosto antes de encontrar seus lábios doces e quentes. Enquanto passavam uma noite de amor, Estela ia ao encontro de Christian. - Oi, meu amor. - ela sorriu o abraçando e se afastou confusa quando não sentiu os braços dele ao redor de seu corpo. - Christian, o que houve? - O que houve? Não seja cínica, Estela. - ele cuspiu as palavras na cara dela. - Vi você e aquele príncipe de meia tigela juntos, andando de braços dados. - Você está desconfiando de alguma coisa? - Estela franziu a testa. - Achei que você confiava em mim, depois de tudo... - Depois de tudo você ainda estava sorrindo como uma boba apaixonada para ele, segurando em seu braço, em sua mão. - Você não tem o direito de desconfiar de mim, eu disse que vou largar tudo para fugir com você, vou deixar a minha família, minha casta, minha vida, para viver ao seu lado. - Você quer que eu acredite depois da ceninha que eu vi entre você e o príncipe? Se bem que já descontei a minha raiva nele. - O que? O que você fez, Christian? - Dei um presentinho de casamento a ele. - Christian revirou os olhos. - Um presente que ele nunca vai esquecer. - Então é assim que você resolve as coisas? Com violência? - Estela cruzou os braços. - Está defendendo ele? É isso mesmo? - ele se virou para ela irritadiço. - Não estou defendendo ninguém, tá legal? Não interprete as minhas palavras assim, só estou dizendo que sou contra violência. - Claro, você não quer um príncipe com a cara defeituosa, não é mesmo? - Christian, pare com isso! - ela alterou o tom voz já ficando irritada. - Você está vendo coisas onde não tem! - A é? Eu vi nos seus olhos que você estava gostando de estar perto dele, certamente porque ele tem casta, tem status e uma coroa, enquanto eu não tenho absolutamente nada. - Pare! Já basta com essas palavras! Eu vou embora, vou fingir que essa conversa não aconteceu e é melhor você pensar nas palavras que você me disse. - Estela deu as costas para Christian e saiu do parque o mais rápido que pôde. Ela se escondeu atrás de uma árvore e deixou que algumas lágrimas caíssem em seu rosto, não se demorou ali também, ergueu a cabeça, secou suas lágrimas e começou a caminhar pela cidade. Assim que Max saiu do banho, ele vestiu sua roupa e se virou para Duda, que ainda estava sob os lençóis da cama. - Preciso ir agora. - ele acariciou docemente o rosto dela. - Amanhã estarei de volta. - Mål posso esperar por isso. - Duda sorriu se levantando e beijando os lábios dele. - Até amanhã, meu amor. - Até amanhã. - Max sorriu para ela, pegou suas coisas e saiu do hotel. Já do lado de fora, ele fechou os olhos pensando no que tinha acabado de fazer e respirou fundo sentindo sua consciência pesar novamente. Voltando à realidade, Max abriu os olhos e guardou seus pertences em seu carro, quando já ia entrando no veículo, viu Estela distante sentada em um dos banquinhos. Ele poderia muito bem ter entrado no carro e ido embora, mas algo dentro de si o puxava para Estela. - Lady Estela? - ele se aproximou chamando a atenção dela. - Só Estela, por favor, príncipe Max. - Estela sorriu gentil. - Só Max então, por favor. - Max deu risada e se sentou ao lado dela. - Tudo bem? Você parece meio distante. - Tudo bem, gosto de sentar aqui às vezes e admirar o céu, ver a lua e as estrelas. - ela olhou para cima e depois olhou para ele. - E você? Por que está aqui? - Estava no clube de polo, gosto de jogar pela noite que é mais fresco. - É um jogo bastante difícil, admiro quem joga. - Quem sabe eu não te ensino a jogar depois? Não é tão difícil assim. - ele a olhou com doçura. - E sem querer me gabar, sou um excelente jogador. - os dois riram. Da janela do hotel, Duda via tudo atrás da cortina, ela sentiu uma raiva crescendo dentro do seu peitø, sentiu seu sangue fervendo de ódio, se sentia uma tola, se sentiu enganada e estava prestes a sair do quarto e armar um barraco.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD