A verdade oculta - 13

1118 Words
👑 A verdade oculta - 13 Assim que Duda abriu a porta do quarto, encontrou Lúcia parada com a mão levantada pronta para bater à porta. - Meu Deus, que cara é essa? - Lúcia perguntou franzindo a testa. - Parece que vai matar alguém. - Eu vou, Lu, eu vou. - Duda respondeu cuspindo fogo. - Vem aqui, veja isso. - ela puxou a amiga até a janela e apontou para Max. - Tá vendo? Ele acabou de sair da minha cama, acabou de ter uma noite de amor comigo e está se engraçando com outra mulher bem na minha frente. Não, isso eu não aceito! - Calma, Duda, meu Deus, talvez a moça seja alguém da família dele, você não sabe, não pode sair assim na rua e armar um escândalo, ainda mais em uma cidade que a gente nem conhece. - Alguém da família? Será? - Duda levou a mão à boca. - Nossa, eu nem pensei nisso. - Cega de ciúmes também, né? - Lúcia balançou a cabeça. - Já pensou a moça ser irmã ou prima dele? Que vergonha você ia passar. - É mesmo, Lu, ele disse que tinha uma irmã, mas nunca mostrou uma foto, nem nada, talvez seja ela. - Duda respirou fundo e deu risada de si. - Nossa, como eu sou boba, não sei o que eu faria sem você. - Nem eu, Duda, nem eu. - Lúcia riu da amiga. - Mudando de assunto, vim aqui te pedir aquele gel pra dor emprestado, estou morrendo de dor no pescoço e só ele pra me salvar. - Claro. - Duda sorriu e pegou o gel dentro da sua nécessaire. - Pode usar a vontade. - Obrigada, amiga, dorme bem. - Lúcia sorriu gentil e voltou ao seu quarto. Enquanto Duda se deitava para dormir, Max levava Estela para casa. - Obrigada por me trazer. - Estela esboçou um sorriso doce nos lábios. - Sabe, não é bom ficar perambulando por aí a noite. - Max falou preocupado. - Nunca se sabe o que pode acontecer. - Sei me cuidar, príncipe Max. - ela deu risada. - Até mais ver, então. - Estela! Meu Deus, Estela, onde é que você estava? - Caio correu até a irmã assim que ela saiu do carro. - Como é que você entra no carro de estranhos assim? Você pirou? - Boa noite, lorde Caio. - Max inclinou a cabeça para olhar Caio. - Ela estava comigo. - Boa noite, príncipe Max, apesar de ela estar com você, ainda assim é meio perigoso, ainda mais para uma moça tão destrambelhada quanto a minha irmã. - Caio deu um peteleco na orelha de Estela. - Ei! Pare de me difamar assim, seu estólido. - Estela de seu irmão. - Boa noite, Max. - Boa noite, Estela. - ele esboçou um sorriso gentil no rosto. Ao entrar em casa, Estela foi direto para seu quarto, tomou um banho quente, vestiu sua camisola e ao se deitar, lembrou da conversa que teve com Christian. Foi uma noite longa para ela, as palavras dele ficavam se repetindo em sua mente sem parar e seu coração ficava ainda mais apertado. No dia seguinte, Maximiliano saiu cedo para conversar com Maria Eduarda, ela precisava saber a verdade e ele tinha que esclarecer toda a situação que estava vivendo. - Bom dia, meu amor! - Duda sorriu abrindo a porta do quarto e abraçou Max. - Bom dia. - ele respondeu a envolvendo em seus braços e afastou assim que entrou no quarto e fechou a porta. - Já acordei no 220 hoje, tomei banho, me arrumei e estava te esperando para nós dois sairmos, quero muito conhecer... - ela parou de falar. - Que cara é essa, Max? Tem alguma coisa errada? - Duda, antes de tudo, eu quero que você saiba que eu sempre, sempre te amei e sempre vou te amar. - ele acariciou o queixo dela. - Desenrola, Maximiliano, eu não estou gostando da sua cara e sinto que não vem nada bom por aí. - Aqui em Amália eu não sou só um grande empresário, eu sou o filho do homem que governa tudo aqui e esse homem também é chamado de Rei Fernando. - Rei? - ela deu risada e balançou a cabeça. - Perai, você está brincando, não é? Você? Um príncipe? Não, eu não acredito, você não me esconderia isso e além do mais, nunca vi nada disso nas pesquisas que fiz sobre Amália. - O meu pai não gosta muito da publicidade, nem da imprensa, então todo ano ele paga bastante para nunca divulgarem essa informação, ela gosta dos turistas, da empolgação deles, até permite que um grupo seleto visite nosso palácio, mas há toda uma burocracia e segurança por trás de tudo. - Você está me dizendo que mentiu pra mim esse tempo todo? - Duda riu de nervosismo e passou as mãos no cabelo. - Tudo bem, eu perdoo você por isso, você disse que o seu pai gosta de privacidade e eu não pretendo contar nada a ninguém. - Não é só isso, Duda. - Maximiliano respirou fundo e passou a mão no rosto. - Apesar da cidade estar se modernizando, a maioria do povo ainda é muito tradicional que seguem à risca todos os costumes, inclusive a minha família. - Tudo bem, acho que posso me adequar a essa situação. - ela deu de ombros. - O principal costume daqui é o casamento arranjado, Duda e a minha família já arrumou uma noiva para mim. Maria Eduarda ficou atônita com a notícia, sentiu seu chão afundar naquele momento, tudo aquilo parecia uma brincadeira de muito maü gosto, mas pelo olhar de Max, ela sabia que não era. - Não, não, Max, não! - ela gritou com os olhos marejados. - Eu vim aqui pra ter você de volta e não pra sair de mãos abanando! Você entendeu? Ela caminhou de um lado a outro com a cabeça atordoada, com o coração a mil e se sentindo péssima. - Eu vi você ontem com uma mulher, eu espero do fundo do meu coração que ela seja da família... - ela o encarou. - Não, ela não é da família... - ele respondeu cabisbaixo. - Então quem era ela? - Duda se aproximou dele. - Foi por ela que você me trocou, não foi? Foi ela que se meteu entre nós dois. - Eu não te troquei, Duda, pelo amor de Deus, pare de ficar repetindo essas coisas. - Max passou a mão no queixo. - Ela não se meteu entre nós, eu nem a conheço, nunca a vi antes, nunca existiu ninguém na minha vida além de você!
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